Garoto de dez anos é picado por cascavel em Piracicaba

Foto: Pixabay

Um garoto de dez anos foi picado por uma cobra cascavel na noite de anteontem, no bairro rural Monte Branco. Ele foi socorrido pelos pais até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Cristina e depois encaminhado para a Santa Casa de Piracicaba. Este foi o 7º caso de picada de cobra registrado pela instituição neste ano. Ao longo de 2018, a Santa Casa atendeu oito ocorrências.

A mãe da criança, a dona de casa Nilza Maria Siqueira de Lima, contou que, por volta das 19h, o filho brincava no quintal da casa, que fica em um sítio e quando passou pela calçada da residência não viu a serpente que estava atravessando. “Ela picou o dedo mindinho do pé dele. Ele sentiu a dor, mas o que o deixou mais apavorado foi o medo de ter visto a cobra”, contou a mãe, acrescentando que este foi o primeiro acidente com cobras na família.

Após receber os primeiros atendimentos na UPA, o garoto foi transferido para a Santa Casa que é o hospital referência para casos de picadas de animais peçonhentos e possui as sorologias específicas. Depois de medicado, ele permaneceu internado, em observação, mas fora de risco. Segundo a mãe, a previsão é de que ele tenha alta hoje.

A família matou a cobra e a levou para o hospital a fim de identificar a espécie para os médicos, segundo Nilza. Ontem, a bióloga do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), Regina Lex Angel, foi até a instituição buscar o réptil.

“Era uma cascavel filhote, mas, mesmo assim, pode causar envenenamento. Eu suponho que tenha sido uma ‘picada seca’, quando não há inoculação do veneno. Isso pode ocorrer, ou por causa da picada ter sido leve, sem que tenha dado pra inocular o veneno, ou porque a serpente tenha esvaziado toda a reserva de peçonha da sua bolsa, em outro ataque em algum animal. A cobra estava com o abdômen bastante dilatado, o que sugere que tinha acabado de se alimentar”, contou a bióloga.

A assessoria de imprensa da Santa Casa informou que o garoto tomou o soro antobotrópico crotálico, está na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Pediátrica e o estado de saúde é estável. O setor acrescentou que todos os casos ocorridos na região que compõem a DRS (Diretoria Regional de Saúde) – 10 e que precisam de soro específico são encaminhados diretamente para a instituição. Em alguns casos, apenas o soro de bloqueio é suficiente e o medicamento é fornecido por todas as UPAs.

Beto Silva