Greve paralisa 71% das escolas em Piracicaba

Em Piracicaba, ato público teve a participação de representantes de diversas instituições de ensino (Foto: Claudinho Coradini/JP)

A greve geral na educação realizada quarta-feira (15/05) em todo o país uniu estudantes e professores, a maioria da rede estadual, também em Piracicaba. De acordo com levantamento da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), houve a adesão de mais de 71% das escolas estaduais no município.

A entidade sindical realizou um ato público na Praça José Bonifácio, em frente à Catedral de Santo Antonio, no Centro, com os participantes se revezando ao microfone para condenar a política educacional do Governo Federal, que anunciou cortes nas verbas educacionais, e contra a reforma da Previdência Social.

Em Piracicaba, o ato público contou com a participação de representantes da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), IFSP (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo), além do Sinpro (Sindicato dos Professores), partidos políticos e outros sindicatos ligados ao Conespi (Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba).

As atividades começaram logo cedo e se estenderam até por volta das 12 horas, com estudantes e professores se revezando ao microfone.

De acordo com a diretora da Apeoesp, Leonor Peres, o ato unificado em Piracicaba foi um preparativo para a greve geral dos trabalhadores brasileiros contra a reforma da Previdência Social e os ataques aos trabalhadores, marcado para 14 de junho.

“Esse governo é contra a educação, contra os trabalhadores e os estudantes e por isso paramos as atividades hoje, com amplo apoio da nossa categoria e dos professores”, disse.

Um grupo de professores, estudantes e trabalhadores também seguiu, logo após o ato público, para São Paulo, com a finalidade de participar da manifestação organizada pela Apeoesp no vão livre do MASP (Museu de Arte de São Paulo), na avenida Paulista. Na Capital, o evento foi  coordenado pela presidente da entidade, a deputada estadual professora Bebel (PT).

A professora ser referiu à reforma da previdência como um desmonte do conceito de seguridade social. “Somente com a população nas ruas é que vamos barrar esta proposta de reforma, como já fizemos no governo do Michel Temer”, disse.

Por meio da assessoria de imprensa, a Seduc-SP (Secretaria da Educação do Estado de São Paulo) informou que orientou que todas as escolas estaduais permanecessem abertas nesta quarta-feira (15). “A pauta de mobilização é nacional e não está direcionada à Seduc-SP.”, informou em nota.

Segundo a pasta, o movimento paralisou 6% das escolas e prejudicou 9% do total de estudantes em todo o Estado de São Paulo.