Grupo contra o Semae em mídia social tem mais de 33 mil membros

Espaço virtual é usado por contribuintes no registro de queixas (Claudinho Coradini/JP)

O grupo Lesados pelo Semae criado em uma rede social tem dado eco às reclamações de mais de 33 mil moradores de Piracicaba que, diariamente, relatam falta de água, vazamento em tubulações ou discrepância nas faturas mensais do Serviço Municipal de Água e Esgoto.

Criada há três anos, no dia 28 de janeiro de 2016, a página do Facebook propunha um espaço para exigir os direitos dos usuários do serviço de água e esgoto da cidade. Na época, a proposta era a abertura da ‘caixa preta’ do Semae.

Ao longo dos meses e anos, as discussões seguiram para a falta de transparência da autarquia em não divulgar números à população em plena evolução da internet. Nos últimos dois meses, a maioria dos posts trata da freqneunte interrupção no abastecimento de água na cidade , que ocorre desde o final do mês de dezembro.

Ontem, até as 19h, nos dois últimos posts do grupo, havia o convite à população para acompanhamento da votação do requerimento que pede a instauração de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigação da autarquia. Até esse horário, o post havia recebido 77 curtidas e 19 comentários.

O número de 33.024 membros do grupo é maior do que a quantidade de internautas que acompanham ou curtem as páginas da prefeitura e do próprio Semae. A internauta Mariele Alves disse que já usou a página para reclamar da falta d’ água no seu bairro, o Nova Piracicaba. “Sempre que acontece falta e a gente posta, muots outros moradores, até de outros bairros, reforçam as queixas, é bom que mostramos nossa indignação”, afirmou.