Grupo de amigos de empresa se une para ajudar jovem doente

Amigos que trabalham em uma empresa se sensibilizaram com o caso da adolescente Helena Vitória da Silva, 13, que precisava de equipamentos especiais para melhorar sua qualidade de vida. Com sequelas causadas por meningite, doença contraída por ela aos nove meses de vida, a menina dormia em um colchão no chão, em uma residência alugada no bairro Boa Esperança. A mãe adotiva da menina, a diarista Elite Alves Ferreira, 37, fez um apelo aos moradores da cidade através do Jornal de Piracicaba, em 6 de outubro do ano passado, e recebeu doações que mudaram a vida, para melhor, de mãe e filha.
 
Depois da publicação, muitas pessoas ligaram para Eliete para oferecer ajuda. Ela ganhou até mesmo donativos não solicitados na reportagem. Inicialmente, a menina foram doadas fraldas — usa 200 unidades mensais. Ainda ganhou Sustagen, para complementar sua alimentação. O tão sonhado berço juvenil hospitalar completo, com colchão — avaliado em R$ 2.100, chegou este mês. A menina também recebeu uma cadeira de banho adaptada, que custou quase R$ 2.000, contou a mãe. As doações foram um presente de aniversário para a adolescente, que fez 13 anos dia 20 de janeiro.
 
“Eu sempre acreditei. Não é a primeira vez que peço ajuda pelo JP e dá certo. Uma vez publicou uma matéria para ganhar cadeira de rodas e ela ganhou. Acreditei piamente que ia dar certo”, desabafou a mãe. Em tão pouco tempo, os aparelhos já mudaram a vida de mãe e filha. “Antes, ela dormia no chão. Colocava pano para tapar o buraco na porta, porque tinha medo que algum bicho a picasse, e sentava no chão para alimentá-la. Era muito difícil também para tomar banho”, desabafa a mãe. O berço tem regulagem de altura. Antes, Eliete tinha muita dor nas costas ao se abaixar para cuidar da menina na cama e para dar banho. Uma voluntária também começou a fazer massagens na menina.
 
Eliete mora com uma filha de 18 anos e com um filho biológicos em uma casa alugada. Sobrevive com dinheiro de serviços de faxina, de bicos e do auxílio-doença de Helena. A menina não frequenta a escola, porque sofre de escoliose.
 
Os voluntários foram procurados, mas não quiseram aparecer na reportagem. Um deles, que pediu anonimato, disse que os amigos decidiram se cotizar para fazer as doações porque se sensibilizaram com o sofrimento da menina. E resolveram divulgar a doação apenas para estimular outras pessoas.
 
 
DROGAS — Eliete era prima do pai biológico de Helena. Segundo Eliete, os pais da menina eram usuários de drogas e a maltratavam muito. Inclusive a queimavam com cigarro. Por isso, a tia de Eliete conseguiu a guarda da menina, mas faleceu. E assim Helena entrou na vida de Eliete. Helena não fala e não anda, mas retribui o amor da mãe adotiva. Interessados em contribuir com fraldas e roupas (tamanhos 10 ou 12) podem ligar no celular (19) 98397-5370.