Guarda Civil é preso acusado de matar adolescente com tiro nas costas

Delegada Juliana Ricci está conduzindo a investigação na DIG. (Amanda Vieira/JP)

Um guarda civil de 51 anos foi preso após ser acusado de matar um adolescente de 16 anos com um tiro nas costas, próximo a base da corporação, na avenida Raposo Tavares, onde trabalhava. O agente foi preso, nesta terça-feira (14), após sair de sua casa, no Cecappor policiais civis da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). O guarda teve mandado de prisão temporária decretada pela Justiça decretado por 30 dias. Por enquanto, ele deverá permanecer em uma cela anexa , na sede da UPJ (Unidade de Polícia Judiciária), mas poderá ser transferido para a Penitenciária de Tremembé, em São Paulo.
A delegada assistente da DIG, Juliana Ricci disse que a investigação partiu a partir do boletim de ocorrência registrado no dia 3 de maio. Na ocasião, uma equipe da Romu (Ronda Ostensiva Municipal) teria localizado a vítima ferida, que estava sendo carregada pelos colegas. Os guardas acionaram o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), mas o menor não resistiu.
A delegada disse que os patrulheiros que teriam localizado a vítima não tinham conhecimento que o autor do disparo seria integrante da corporação.
“O investigado ainda não deu depoimento sobre o ocorrido. Ele deve ser ouvido nesta quinta-feira (16) ou sexta-feira (17)”, afirmou Juliana.
De acordo com a apuração da Polícia Civil, o guarda foi reconhecido por duas testemunhas e os investigadores já conseguiram a gravação de um sistema de segurança nas imediações.
“Sabemos por enquanto, que o investigado saiu da base da corporação, e não estava com a farda completa e teria atirado, mas ainda não apuramos as circunstâncias”, completou a delegada.
A Polícia Civil apurou que o adolescente não esteve envolvido com atos infracionais que poderiam ter causado uma possível rixa entre eles, bem como o guarda que tinha vários anos na corporação e tinha “ficha limpa”, de acordo com a investigação
GUARDA CIVIL
A Guarda Civil de Piracicaba informa, em nota, que referente ao mandado de prisão expedido para o guarda municipal, a Corregedoria da Guarda Civil está acompanhando o caso e instaurou o devido Processo Administrativo Disciplinar para apuração dos fatos, onde serão utilizados também elementos apurados no inquérito policial e processo da Justiça.
A delegada disse ainda que após a apuração, o guarda poderá ser colocado em liberdade, ou denunciado por homicídio qualificado. Deverá ser julgado pelo Tribunal do Júri e se condenado, poderá ser pegar de 12 a 30 anos de prisão.