Hermanos animais

Há uma diferença imensurável entre o mundo do “dever ser” e do “ser”, principalmente quando o assunto diz respeito aos animais e ao desrespeito com o nosso meio ambiente. No mundo do “deve ser” os animais deveriam viver livres em seu habitat sem a aproximação do homem. Enquanto que no mundo do “ser” não é bem isso o que acontece. Nem mesmo a legislação, que muitas vezes é passível de multas, impedem as ações cruéis contra a mãe natureza. A Polícia Militar Ambiental é um exemplo disso. As equipes estão diuturnamente reforçando a fiscalização, que para muitos pode até parecer como uma alternativa para multar, mas nas verdade, têm o objetivo de garantir apenas que algumas espécies de peixes simplesmente se reproduzam, ou em outras ações tentam impedir que áreas nativas sejam devastadas.

Quanto mais o homem não respeitar o espaço da convivência harmoniosa com o meio ambiente, mais ele sofrerá o peso dessa inconsequência e, ainda, arrastará esse fardo para as próximas gerações.

Os animais não tem voz para pedir socorro. Infelizmente está cada vez mais comum presenciar animais selvagens sendo atropelados em rodovias, ou em áreas mais urbanas como as capivaras, a exemplo do que aconteceu ontem de manhã, nas imediações da Rua do Porto. Quem atropelou ninguém viu, mas o Grupamento Ciclístico da Guarda Civil estava lá para ajudar no resgate de uma capivara grávida, com as suas pernas traseiras machucadas. Mesmo diante de todas as dificuldades para encontrar um local que pudesse dar abrigo e cuidados necessários ao animal, o grupo não desistiu. Os guardas persistiram até conseguirem que a capivara fosse levada ao Zoológico Municipal, onde deve receber os cuidados necessários. A reportagem foi publicada na edição de hoje, na página A-4.

Assim como a iniciativa da GC, algumas ações ainda dão esperança de respeito ao meio ambiente, como traz a matéria na página A-5, sobre os dois filhotes de Seriema que são monitorados pela comunidade do campus da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), por meio do projeto Eu vi uma ave usando pulseira, que tem o objetivo de observar o envolvimento do público em geral no monitoramento de aves em ambientes urbanos. O futuro será muito melhor quando o homem entender que os animais são nossos ‘hermanos’ no processo da evolução.

(Critiani Azanha)