Herois de farda

 

Infelizmente, estes tipos de ocorrências são muito comuns Brasil afora

Enquanto a manhã da sexta-feira do dia 6 de outubro de 2017, ficou marcada pela pela trágica explosão de um carro-forte por bandidos na rodovia Luiz de Queiroz (SP-304), a manhã do dia 3 de outubro de 2018, quarta-feira, celebrou a vida dos combatentes Marcos Alexandre Pavanelli Rodrigues e Fernando Dias Lima, da Guarda Civil Municipal que, durante confronto com os assaltantes, foram alvejados com tiros de fuzil e sobreviveram. Os herois da segurança local receberam a devida homenagem ontem em solenidade realizada pelo Sindguarda (Sindicato dos Servidores da Guarda Civil de Piracicaba) em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Piracicaba e Região.

Após um longo período de recuperação, sendo vários dias deles na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Santa Casa de Piracicaba, os dois sobreviventes sentiram a emoção, após uma tragédia, de ainda estar ao lado dos amigos de trabalho e, principalmente, da família. Conforme relata a repórter Cristiani Azanha em sua matéria na página A4 desta edição do JP, os relatos destes sobreviventes comprovam uma ação divina e, também, de uma grande e preparada equipe de médicos e demais profissionais da Santa Casa que salvaram Marcos e Fernando. Um levou cinco tiros de fuzil e ficou oito dias em coma, o outro, surpreendido por quatro bandidos, levou um tiro no braço e ficou ao lado da sua viatura, alvejada com 72 tiros de arma de grosso calibre.

Apesar de ter assustado a cidade de Piracicaba, infelizmente, estes tipos de ocorrências são muito comuns Brasil afora. Muitos são os homens e mulheres que atuam nesta linha de frente, prontos para proteger a nossa tranquilidade, mesmo sem saber da agonia da família que está em casa e não sabe se vai ver o seu membro voltar para casa após um dia de trabalho. Hoje é necessário que os governos municipais, estaduais e federal, invistam em infraestrutura, capacitação e um bom salário como recompensa ao bom serviço prestado à sociedade. Sendo isso feito é possível dizer que eventos como estes não voltem a se repetir.

(Felipe Poleti)