Homem é preso após levar crânio da mãe de sepultura

Um desempregado de 35 anos foi preso por uma acusação inusitada: arrombar a sepultura e furtar o crânio da própria mãe, que estava enterrada no Cemitério Municipal Vila Rezende desde 2008. O suspeito foi abordado no último sábado, no Jardim Primavera, pela Guarda Civil. Ele está preso na carceragem anexo ao plantão policial e vai responder por subtração de cadáver. Caso condenado, a pena para esses casos é de reclusão, de um a três anos, e multa.
 
Por volta das 9h30, uma equipe foi acionada a comparecer nas imediações do zoológico, onde um rapaz estava com uma sacola nas mãos. Ele acabou sendo abordado e na sacola foi achado o crânio humano. O suspeito teria confessado aos patrulheiros que aproveitou que a sepultura da mãe dele estava aberta e decidiu retirar o crânio.
 
“O rapaz disse que fez tudo isso porque estava desnorteado, ele negou ter consumido entorpecente, mas aparentava todos os sinais para uso de drogas”, comentou o GC Moreira, que realizou a abordagem. “Quando o suspeito disse que tinha furtado o crânio da mãe dele, eu não acreditei. Somente depois fui ao cemitério e constatei que a sepultura foi violada. Nunca vi nada parecido em meus 11 anos como guarda civil na cidade”, acrescentou Moreira.
 
O desempregado foi encaminhado em seguida, ao plantão policial, onde prestou depoimento ao delegado Alex Willians Adami. O suspeito alegou que usaria o crânio para fazer um trabalho, mas não informou outros detalhes.
 
O GC Moreira afirmou ainda que o desempregado tem residência fixa e que as equipes tentaram entrar em contato com algum familiar para acompanhá-lo no plantão policial, mas ninguém apareceu até o término do registro da prisão em flagrante.
 
Adami arbitrou fiança com valor reduzido de R$ 300, porque levou em conta a condição financeira do indiciado, bem como as características da ocorrência. Além de pedir a prisão do suspeito, também determinou que o caso fosse comunicado para a Defensoria Pública, para que o homem possa ser acompanhado de um advogado. Até o fechamento desta edição, o acusado ainda não tinha advogado constituído. Os familiares também não foram localizados pelos policiais para confirmar se o indiciado realmente é usuário de entorpecentes ou se eventualmente tem algum transtorno mental.