Horário de Natal no comércio será definido hoje

Sindicato patronal vai formalizar definição. ( Foto: Claudinho Coradini/JP)

O impasse da abertura do comércio em horário especial de fim de ano pode ser resolvido hoje. Para apontar uma saída para a falta de acordo na convenção coletiva dos comerciários, o Sincomércio (Sindicato do Comércio Varejista) de Piracicaba realiza hoje, às 14h30, coletiva na sede da entidade. Até agora, lojistas, trabalhadores e consumidores não sabem como funcionará o comércio nos corredores da cidade. “A abertura em horário especial é ideal para a gente trabalha, sem contar que a noite não é preciso pagar Zona Azul”, comenta a professora Debora Diniz. Ao contrário de Debora, a mãe dela, a assistente social Áurea Franco, diz que é preciso analisar também o lado dos comerciários. “Tenho ouvido falar desse impasse. Embora seja bom para os consumidores o horário especial, os comerciários trabalham demais”, avalia.

Para os representantes de entidades do comércio da cidade, Sincomércio (patrões) e Sincomerciários (empregados) devem pensar no que é melhor para todos. Reinaldo Pousa, presidente da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) de Piracicaba, diz que hoje é prazo final para aguardar o entendimento entre os sindicatos. “Se não houver acordo, nosso departamento jurídico vai ver o que é possível para que nossos associados abram no horário especial”, adianta.

Na opinião de Pousa, o impasse representa falta de respeito com a população de Piracicaba. “Esse impasse somente favorece o Shopping e cidades vizinhas, que oferecem horário especial para seus clientes. Temos uma lista assinada por patrões e funcionários que querem o horário especial, porque é o único mês que garante maior remuneração no comércio”, diz Pousa.

Para Luiz Carlos Furtuoso, presidente da Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba), a legislação é clara sobre a abertura do comércio nos demais dias e horários que não sejam feriados. “O comércio pode abrir à noite, aos sábados, domingos, seguindo a legislação. A lei protege as partes. Quem negocia são os sindicatos, mas nós entendemos que esse é período difícil para todos. Esse impasse é lamentável. As empresas se esforçaram para as vendas desse período. Essa é uma conta que só tem perdedor”, lamenta Furtuoso, sobre o possível fechamento do comércio para o sábado de feriado.

(Eliana Teixeira)