Idoso perde R$ 1.500 no golpe do falso sequestro

Um torneiro mecânico de 64 anos perdeu R$ 1,5 mil ao cair no golpe do “falso sequestro”, após receber uma ligação, anteontem, no estabelecimento da família, no bairro Pauliceia. O interlocutor falou para a vítima que tinha sequestrado o filho dele. O prejuízo só não foi maior, porque o filho chegou ao estabelecimento e descobriu que o pai dele foi até uma agência para fazer o pagamento do suposto sequestro.
 
Pai e filho conseguiram cancelar outra transferência que estava sendo realizada no mesmo valor para a conta dos golpistas. Eles tentaram bloquear a operação, mas metade do valor já tinha sido sacado. O caso está sendo apurado pela Polícia Civil como extorsão, mas, por enquanto, a polícia não tem pistas dos estelionatários.
 
Segundo o boletim de ocorrência, o idoso foi enganado porque o interlocutor teria chamado seu filho pelo nome, pois a maioria dos conhecidos chamavam-no apenas pelo apelido. A proposta inicial do falso sequestrador era de R$ 10 mil como pagamento do resgate, mas o idoso alegou que não tinha toda essa quantia. O golpista aceitou que a vítima pagasse R$ 3 mil.
 
 
DICAS —O comandante do 10º BPMI (Batalhão de Polícia Militar do Interior), tenente coronel Willians de Cerqueira Leite Martins, disse que a orientação da Polícia Militar é sempre tomar alguns cuidados nesses momentos de estresse.
 
“Uma alternativa é informar ao interlocutor que a ligação está ruim e que precisa ligar novamente. Nesse momento é muito importante que se mantenha a calma. É importante entrar em contato com a Polícia Militar para pedir orientações sobre o assunto o mais rápido possível”, orientou o coronel.
 
Segundo o comandante, é importante que a pessoa tente falar com o familiar, pois, na maioria das vezes, o golpista tenta manter a linha telefônica ocupada para evitar que consiga falar com a suposta vítima.
 
“É muito importante evitar passar informações pessoais por telefone, principalmente sobre documentos ou familiares. Nesse tipo de golpe, o interlocutor induz a vítima a dizer o nome do familiar, pois assim que fala que está com o filho, por exemplo, na hora do desespero, a pessoa acaba falando o nome e o golpista usa isso durante a intimidação ao telefone”, informou Cerqueira.