Ilumina busca doações para cobrir deficit de R$ 7,4 milhões

Gasto anual previsto para 2020 é de R$ 8,5 milhões, dos quais 50% para pagar 82 funcionários. (foto: Amanda Vieira/JP)

Com deficit de 82% no orçamento para 2020, o recém-inaugurado Hospital Ilumina de Prevenção e Diagnóstico Precoce de Câncer enfrenta agora uma luta paralela à doença que, segundo estimativas deve atingir metade da população em 2050.

À frente da instituição desde a sua concepção, a médica e presidente da Fundação Ilumina, Adriana Brasil, viu com gratidão a iniciativa do prefeito Barjas Negri que encaminhou anteontem à Câmara de Vereadores, projeto de lei dobrando o valor do convênio de R$ 320 mil para R$ 650 mil por ano.

Segundo a cirurgiã especialista em cabeça e pescoço, o gasto anual do hospital previsto para o próximo ano é de R$ 8,5 milhões, dos quais 50% serão destinados à folha de pagamento dos 82 funcionários. “A folha é uma das maiores necessidades, apesar de contarmos com voluntários e parcerias”, destacou.

Para fechar a conta a direção do Hospital Ilumina definiu 14 estratégias para captação de recursos. A principal, segundo Adriana, foi a reestruturação do telemarketing da instituição, setor que inicia as atividades no próximo dia 1º. “Se o cidadão de Piracicaba receber uma ligação, diga sim ao Ilumina”, afirmou a médica acrescentando que as abordagens serão feitas de maneiras delicadas.

Outra medida adotada para aumentar a receita é a possibilidade de doações on line feitas diretamente no site do hospital. “Convido as pessoas a conhecerem o Ilumina e fazer a doação de forma segura e transparente”, observou. O endereço é www.associacaoilumina.org.br

Outra aposta da direção é a participação da iniciativa privada em parcerias e doações. Adriana lembra que, para atingir êxito no diagnóstico precoce, a Fundação Ilumina oferece quatro programas integrados de ação e prevenção do câncer.

A médica destaca que um paciente com diagnóstico precoce da doença faz o tratamento com uma única intervenção e pode retomar as atividades em duas semanas. Já os pacientes que chegam aos hospitais estão em estágio avançado e o tratamento leva até oito meses. Por isso, ela chama a tenção do empresariado para o investimento na prevenção.

A instituição também está aberta às parcerias que possam acrescentar tecnologia e conhecimento ao Centro de Inovação em Saúde. “As empresas também podem trazer soluções tecnológicas para o hospital”, destacou.

OBSTÁCULO

Para Adriana Brasil, a liberação dos R$ 28 milhões pela Justiça do Trabalho de Campinas referentes às ações da Shell/Basf destinados às obras do hospital e compra da carreta para exames itinerantes, criou a falsa idéia de que a instituição tem dinheiro, o que segundo ela, não é verdade. “Apelo à população para vir conhecer o Ilumina, precisamos do acolhimento de todos”, enfatizou.

Beto Silva
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