Imóveis abandonados em Piracicaba representam riscos à saúde

Antiga fábrica da Boyes acumula poças de água, madeiras e entulho. /Foto: Amanda Vieira – JP.

A situação de abandono de imóveis particulares tem causado preocupação de vizinhos, devido ao acúmulo de água, mato, entulhos e outros materiais, podem colocar a saúde pública em risco. Aos moradores do entorno desses terrenos e construções, resta tentar alertar os proprietários ou o Poder Público para que tomem providências com relação a situação.

A preocupação com a saúde e segurança motivou o instrutor de autoescola, Murilo Correa, a acionar o SIP-156 (Serviço de Informação à População) por duas vezes para denunciar o risco à saúde que as instalações da antiga empresa Boyes, próximo à rua do Porto, na região central da cidade, oferece à população. Ele contou que trabalha próximo e diariamente acompanha a degradação do local. “Às vezes vem um caminhão, há uma movimentação de pessoas, mas nenhuma limpeza é feita no local”, contou.

Segundo Correa, na área externa há várias poças de água, ao que ele credita a proliferação de mosquitos – incluindo o Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Além disso, há madeira e outros materiais sem uso que podem contribuir para a infestação de escorpiões e outros animais peçonhentos. “Aranha tem de todo tipo que você imaginar aí dentro”, contou.
Também na mesma situação, o eletricista César Augusto Marchi, morador na rua Nossa Senhora Aparecida, tentou – junto a outros vizinhos – alertar o proprietário de um terreno e de um salão, ambos em situação de abandono, em frente ao seu comércio, no bairro Pauliceia.

Marchi contou que os dois imóveis estão em situação de abandono. No terreno, o mato está tão alto que já invadiu a calçada, impossibilitando os pedestres de utilizarem o passeio. “O alambrado que existia já está todo quebrado e agora estão jogando lixo e entulho no terreno”, contou. Segundo o eletricista, um casal de moradores de rua está usando o local para dormir. O morador disse que ele e outros vizinhos dos imóveis já procuraram o proprietário para expor a situação, porém, não obtiveram sucesso. “Ele passa aqui em frente de carro, dá uma olhada e vai embora, não toma nenhuma atitude”, contou.

As assessorias de imprensa das secretarias de Saúde e de Defesa do Meio Ambiente foram procuradas para comentar o assunto. A Saúde informou que se pronunciará a respeito na próxima semana.

 

Beto Silva
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