INCC-M sobe 0,28% em abril após 0,23% em março, revela FGV

O Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M) ficou em 0,28% em abril, mostrando aceleração ante a alta de 0,23% registrada em março, divulgou nesta quarta-feira, 25, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O índice referente à Mão de Obra registrou avanço para 0,18% após ter mostrado variação zero no terceiro mês do ano. Já o grupo Materiais, Equipamentos e Serviços desacelerou de 0,50% para 0,40% neste mês.

Das sete capitais analisadas, apenas duas registraram aceleração em suas taxas de variação em abril ante março: Belo Horizonte (0,17% para 0,83%) e Porto Alegre (0,05% para 0,32%).

Em contrapartida, apresentaram desaceleração nas taxas as cidades de Salvador (0,30% para 0,04%), Brasília (0,38% para 0,37%), Recife (0,24% para 0,09%), Rio de Janeiro (0,28% para 0,21%) e São Paulo (0,22% para 0,20%).

O avanço no INCC-M entre março e abril foi influenciado principalmente pelo aumento do custo de mão de obra. O indicador saiu de variação zero no mês passado para alta de 0,18% em função dos reajustes de várias categorias em Belo Horizonte.

Em Materiais, Equipamentos e Serviços houve arrefecimento das taxas, de 0,50% para 0,40%, mas com comportamentos diferentes dentro do grupo. Enquanto a parte relativa a Serviços teve aceleração de 0,59% para 0,61% por causa principalmente de vale-transporte (0,20% para 0,69%), o índice de Materiais e Equipamentos teve alívio de 0,47% para 0,35%.

Influências individuais

Entre as maiores influências individuais de alta, a FGV destacou os seguintes itens: projetos (1,26% para 1,48%), vergalhões e arames de aço ao carbono (0,74% para 1,26%), cimento portland comum (0,73% para 1,12%), ajudante especializado (estável para 0,16%) e tijolo/telha cerâmica (-0,06% para 1,09%).

Por outro lado, as principais contribuições de baixa foram tubos e conexões de PVC (0,45% para -0,61%), placas cerâmicas para revestimento (-0,73% para -1,12%), argamassa (apesar da queda menor, de -0,75 para -0,36%), tubos e conexões de ferro e aço (1,25% para -0,33%) e condutores elétricos (0,97% para -0,47%).

O INCC-M é calculado pela FGV com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.