Indefinição eleitoral faz indústria de máquinas da região mirar exportação

Abimaq (Foto :Erfides Bortolazzo Soares. / Divulgação).

A indústria de máquinas e equipamentos da região de Piracicaba passou os 8 meses iniciais do ano de olho no mercado externo. Como resultado, as exportações tiveram um salto de 20%, na média, este ano, praticamente igualando os resultados obtidos com as vendas para clientes internos. As avaliações são da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ).

As incertezas geradas pelo processo eleitoral praticamente congelaram os investimentos no parque industrial brasileiro. “Esperamos que o mercado interno volte a crescer no ano que vem, independente de quem ganhe a eleição presidencial”, disse o presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ, João Carlos Marchesan, ao anunciar nesta terça-feira, 25/09, os dados do setor para agosto.

Cerca de 3 mil obras públicas estão paralisadas, aguardando as eleições. Por outro lado, as exportações fizeram com que a receita líquida do setor crescesse 6,4% em agosto, na comparação ao mês imediatamente anterior, e 11,9% em relação ao mesmo mês de 2017.

Com este resultado, entre janeiro e agosto de 2018, o setor acumula crescimento de 5,9%. “Internamente, ainda estamos com muitas dificuldades”, avaliou o vice-presidente da ABIMAQ e empresário na região de Piracicaba, Erfides Bortolazzo Soares.

Segundo Bortolazzo, o setor na região é formado basicamente por micro, pequenas e médias empresas. “Infelizmente muitas delas não têm acesso ao mercado externo, e continuam sofrendo todas as consequências dessa paralisação do mercado interno, agravando ainda mais as incertezas e adiando investimentos, num quadro que já era crítico devido a mais longa crise que enfrentamos”, disse Bortolazzo.

As vendas em agosto seguiram o histórico do setor. Atingiram R$ 7,3 bilhões, 12% superior ao mesmo mês de 2017, mas 36% inferiores ao período pré-crise – até o ano de 2013.

A expectativa é que o setor encerre o ano com crescimento ao redor de 7%. Seria a primeira alta após 5 anos consecutivos de queda.

Se por um lado Estados Unidos e Europa compram as máquinas brasileiras, o consumo aparente no país teve retração de 17,2%. “Houve queda tanto na aquisição de máquinas produzidas localmente como importadas”, disse Bortolazzo.

A esse cenário juntam-se a alta ociosidade da economia e o crédito caro. A ABIMAQ informa que a indústria de máquinas passa grande parte de suas horas trabalhando com bens seriados, havendo poucos projetos mais elaborados.

A boa notícia é que os bens seriados fizeram com que o setor abrisse cerca de 10 mil vagas no ano, estando hoje com 299,9 mil pessoas ocupadas. A flexibilização das leis trabalhistas também ajudou nesse cenário.

 

ProImprensa Comunicação
Assessoria de Imprensa da Sede Regional de Piracicaba – ABIMAQ
Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos
Adalberto Mansur Mtb (22.404)
Rogério Rueda Mtb (58.419)
contato@proimprensa.com.br
www.proimprensa.com.br

(19) 98156-3410