Indústria fecha 500 vagas de trabalho em julho

trabalho Representantes do Ciesp fizeram coletiva ontem. (Foto: Amanda Vieira /JP)

Com a perda de 500 vagas de trabalho em julho, a indústria de Piracicaba registrou o terceiro mês consecutivo de retração na empregabilidade, sendo -0,05% em maio, -1% em junho e 1,03% no último mês. A informação é da regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), que divulgou ontem balanço referente ao mês passado. Apesar dos indicadores negativos, segundo a entidade, este resultado já era esperado devido ao fechamento de uma unidade fabril do setor de alimentos na cidade.

Fábio Vitti, diretor titular do Ciesp em Piracicaba, frisou que 80% destas vagas perdidas em julho devem-se ao setor alimentício por causa de empresa que fechou unidade em Piracicaba e Bauru para reunir sua produção na região nordeste do país. “Essas demissões já vinham acontecendo desde maio, aos poucos e agora elas se findaram. Esta situação foi atípica. Se não tivesse acontecido este mês, teríamos resultado positivo”, disse.

No ano, a regional de Piracicaba segue com indicador positivo em 1,28% com a geração de 600 vagas, em contrapartida, nos últimos 12 meses a retração é de 2,52% o que deixa a regional na 31ª posição no ranking da Ciesp entre as 35 diretorias. No ano passado, a situação era diferente, com julho positivo em 500 vagas, o ano com crescimento de 5,53%, cerca de 2.350 novos postos e negativo nos 12 meses em 0,09%, com cerca de 50 demissões e em 2º lugar no ranking.

Homero Scarso, gerente regional do Ciesp, lembrou que esta situação será superado no próximo mês, tendo em vista que Piracicaba é uma região de tecnologia e de empregos mais qualificados. “Apesar da saída desta empresa, ano passado tivemos a manutenção de outra, no setor automotivo, de grande importância, pois os postos abertos foram de maior qualificação e salários. O fator exportação ainda se mostra otimista e aqui temos força para crescer mais devido as grandes multinacionais que temos e a produção que vem crescendo”, apontou.

De acordo com Vitti, se nenhum novo imprevisto acontecer, o ano deve fechar positivo na empregabilidade da indústria. “Se tirarmos o resultado sazonal do setor sucroenergético, no caso da safra de cana, que acontece sempre após outubro, é 100% de certeza que teremos um ano de retomada de empregos. Temos empresas aqui, no setor de tecnologia, que estão com carta de pedidos aquecida, com encomendas até janeiro do ano que vem”, afirmou.

(Felipe Poleti)