Informações confusas podem acabar com chances de candidato

emprego Há casos em que o desempregado não deixa nem e-mail, nem telefone, ou não os atualiza. (Foto: Divulgação)

No segundo trimestre de 2018, 27,6 milhões de pessoas no Brasil estavam sem emprego, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Também destaca-se a taxa de desalento recorde de 4,8 milhões de pessoas que deixaram de procurar emprego, um resultado superior ao do primeiro trimestre (4,6 milhões) e bem maior que o do mesmo período no ano passado, quando a taxa já era bem alta (4 milhões).

A alta da população desalentada no Brasil chama a atenção porque a rigor são pessoas que não apresentam nenhum motivo físico ou psicológico para não trabalhar, apenas cansaram de ouvir negativas após as entrevistas ou de nem serem chamadas para os processos seletivos.

A consultora Francisca Silva, de Recursos Humanos da Luandre, consultoria que atende 200 das 500 maiores empresas do país, lembra que, apesar do alto número de desempregados, as especialistas da empresa estão com dificuldade para encontrar candidatos ideais para algumas vagas e um dos grandes motivos é a grande parte dos candidatos não preenchem o cadastro corretamente: ‘Chegamos a descartar 80% dos currículos para cada processo seletivo que aparece, não porque as exigências são muitas, e sim porque muitas vezes não temos os dados necessários para analisar o perfil. Há casos em que a pessoa não deixa nem e-mail, nem telefone, ou não atualiza, em caso de mudança de número‘.

Outra dificuldade relatada pelas especialistas em RH da Luandre é a falta de atenção ao local de trabalho. Segundo ela, muitos se candidatam a vagas em outros estados, cidades ou regiões e não respeitam a indicação sobre local de moradia. ‘Há vagas que exigem que a pessoa more com fácil acesso, em determinada região, por exemplo. Não é uma preferência, é uma exigência‘.
Segundo Francisca, muitos se candidatam a cargos para os quais não possuem nenhuma experiência ou formação: ‘Ele acredita que consegue efetuar aquela função, mas na grande maioria das vezes sua experiência profissional e acadêmica está muito longe do exigido pelo cliente.‘

Além destas questões na pré-seleção, preocupa também o não comparecimento aos processos, que em períodos como o Carnaval chega a 80%, mas se mantém alto durante o ano, 50% em média.
Dada a dificuldade com os CVs, as especialistas da Luandre apontam cinco dicas para quem não desistiu de procurar emprego:

CINCO DICAS DE OURO PARA QUEM PROCURA EMPREGO

1. Atualizar todas as informações sempre – Lembre-se de alterar endereço, telefone e atualizar suas experiências, detalhando sua função e atividades.

2. Atentar para o local da vaga – Não adianta se candidatar a vagas em outros estados ou em locais que são longe do seu endereço caso a empresa especifique que é necessário ter fácil acesso.

3. Nunca esquecer de por suas informações pessoais – E-mail e telefone são fundamentais, caso contrário o recrutador não tem como entrar em contato.

4. Não ter preguiça de detalhar sua formação e experiência – Pode ser que a pessoa tenha o perfil para a vaga, mas muitas vezes ela não preenche suas últimas experiências, detalhando suas atividades. Muitos candidatos são reprovados por isso.

5. Ser claro sobre o interesse na vaga – Caso seja chamado para uma entrevista é melhor ser claro sobre o interesse e, principalmente, mostrar como você poderá desempenhar bem a função exigida. Cite soluções e experiências que você já viveu para mostrar ao entrevistador que poderá fazer a diferença ao ser contratado.

(Da Redação)