Inglaterra e Noruega abrem as semifinais da Copa Feminina

Inglesas seguem 100% nesta Copa do Mundo Feminina (Foto: Getty Images)

Noruega e Inglaterra fazem hoje, às 16h, em Le Havre, a primeira partida das quartas de final da Copa do Mundo de Futebol Feminino. As norueguesas, campeãs em 1995 e vice em 1991 disputaram as quartas de final nas cinco primeiras edições da Copa (de 1991 a 2007) e voltam a esta fase após duas edições de ausência, enquanto que as inglesas, em seu quinto Mundial, novamente estão entre oito melhores e querem chegar a semifinal pela segunda edição seguida.

Após a pífia participação na Euro Feminina em 2017, quando foi eliminada com três derrotas e nenhum gol marcado em três jogos, a equipe norueguesa sabia que teria que mudar sua postura se quisesse voltar aos dias de glória. “Nós sentamos com as jogadoras em 2017 e perguntamos a elas sobre que tipo de palavras elas queria ser associadas e pedimos para conversarem em grupos sobre como essas palavras poderiam ser incorporadas em suas ações”, disse o assistente técnico Anders Jacobsson. E o resultado foi muito bom, com a equipe voltando as quartas após 12 anos. “A coisa mais importante para mim é que nós estamos lá pelas outras e nos ajudamos cada uma durante toda a campanha. A sensação de segurança que nós sentimos é enorme”, disse a ponta Guro Reiten.

Uma das responsáveis pelo 100% de aproveitamento da Inglaterra fora de campo é a estudiosa assistente técnica Bev Priestman, que já preparou as anotações das norueguesas para o técnico Phil Neville. “Elas tem um time bes estruturado, elas sabem no que elas são boas, sendo que são organizadas e sabem contra-atacar. Acho que é um estilo parecido com o nosso. Caroline Hansen é uma jogadora chave para elas então temos que ser pacientes. Temos que ser boas com e sem a posse de bola”, disse.

Em Mundiais as equipes se enfrentaram duas vezes, com uma vitória para cada lado. A Noruega venceu por 2 a 0 (Haugen e Riise) na fase de grupos em 1995 e a Inglaterra triunfou por 2 a 1 (gols de Houghton e Bronze, com Gulbrandsen descontando) nas oitavas de 2015.

Mauro Adamoli