Inimiga subestimada

A asma, apesar de parecer comum, pode levar à morte; Caso de Fernanda Young chama a atenção para crises fatais. (foto: Freepick)

De acordo com pesquisa da Global Asthma Report, 15% a 20% dos brasileiros que sofrem com asma. Doença respiratória que parece comum e controlável despertou a atenção da mídia com a morte da atriz Fernanda Young, aos 49 anos, devido a uma crise de asma seguida de parada cardíaca.

Apesar de parecer exceção, o caso de Fernanda não é único. Dados do Datasus (Departamento de Informática do SUS), uma pessoa morre a cada 18 horas por conta de complicações asmáticas. De acordo com Pedro Bianchi, presidente da Asbai (Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia), todas estas mortes poderiam ter sido evitadas. “Todas estas mortes são evitáveis. Os pacientes de asma devem deixar de lado o conformismo com a sua doença e irem em busca de uma vida normal. Para isso, é preciso consultar um alergologista ou pneumologista para saber quais medicamentos é necessário tomar”, destaca.

A asma pode ser caracterizada em três níveis, de acordo com a quantidade de medicamentos necessários para controlá-la: leve, moderada e grave. São os tipos graves que, geralmente, levam os pacientes ao hospital. Esse nível afeta entre 5% e 10% dos asmáticos e são responsáveis por 20 vezes mais internações do que os outros tipos da doença. A asma é considerada grave quando requer altas doses de corticoide inalatório e broncodilatadores ou quando, mesmo com os tratamentos indicados pelo especialista, o paciente continua com fortes sintomas.

 

MAS O QUE É A ASMA?

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas. Entre seus sintomas estão tosse, falta de ar, chiado no peito e o despertar noturno. Apesar dos incômodos, o tratamento pode oferecer ao paciente uma vida normal. “Muitos pacientes acreditam que, por terem asma, é normal sentir sintomas, mesmo fazendo o tratamento. Acreditam também que a doença prejudica a prática de alguns esportes, como a corrida. Mas isso não é verdade. Quem está realizando o tratamento de forma correta deve viver uma vida completamente normal”, afirma Bianchi.

Se o tratamento indicado não for seguido de forma correta, existe risco de acontecerem as crises – e estas podem ser fatais.

 

SAÚDE PÚBLICA

Entre os principais aliados no tratamento da asma estão os imunobiológicos, medicamentos de última geração e importantes para o controle da asma grave.

Com preços que podem chegar a quase R$ 3 mil, o Omalizumabe é um desses remédios. Para grande parte da população, esse é um preço impossível a ser pago todos os meses. Pensando nessas pessoas, até amanhã, uma consulta pública online estará aberta para saber a opinião da população a respeito da incorporação do medicamento no SUS. Para participar, acesse: www. conitec.gov.br/consultas-publicas.

 

Mariana Requena
[email protected]