Interessados já podem se inscrever no Família Acolhedora

Após a inscrição e seleção, é feita uma capacitação das famílias, com temas relacionados ao acolhimento. (Foto: Claudinho Coradini /JP)

O Serviço Família Acolhedora realizado pela Smads (Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social) de Piracicaba inicia hoje as inscrições de interessados em compor o quadro de parceiros no acolhimento de crianças de zero a 18 anos. A inscrição pode será feita até 5 de outubro.

Para ser uma Família Acolhedora é necessário ser maior de 25 anos, ter uma diferença mínima de 16 anos do acolhido, morar em Piracicaba, sem perspectiva de mudança nos próximos três anos, entre outros requisitos.
Para a secretária Eliete Nunes, ser Família Acolhedora é a melhor forma de ser voluntário. “Você muda a vida de uma criança, de um adolescente, o pré-requisito é ter amor”, afirmou.

Após a inscrição e seleção, é feita uma capacitação das famílias, com temas relacionados ao acolhimento, conforme explica a coordenadora do serviço, Carla Marques. “A capacitação é uma preparação para o exercício dessa guarda especial e tem o objetivo de promover espaço para o autoconhecimento, a troca de experiências e de conhecimento, fundamentais na preparação dessas famílias para o exercício dessa função”.

O tempo de permanência da criança acolhida com a família acolhedora é de 18 meses. Após esse período, o destino da criança pode ser a família biológica, família extensa (parentes) ou para adoção. Carla destaca que tanto a retirada quanto a reinserção da criança à família biológica, seguem decisão judicial.

Eliete Nunes avalia o serviço como a melhor modalidade de acolhimento existente. “Nós entendemos que neste momento de tempestade na vida destas crianças e adolescentes, é o que há de melhor para o desenvolvimento das crianças, porque garante o convívio familiar”, destacou.

ACOMPANHAMENTO

De acordo com Carla, durante todo o processo de acolhimento, tanto a família acolhedora como a biológica passam por acompanhamento de uma equipe multidisciplinar com psicóloga, assistente social, orientador educacional e equipe de apoio.
O casal César e Sônia compõe a lista de 19 famílias acolhedoras. Eles aguardam a quarta criança a ser acolhida. Pais de duas filhas de 22 e 9 anos, eles optam por bebês devido à facilidade de inserir os pequenos na rotina da família.

Partiu de Sônia a ideia de participar do serviço, depois de conhecer a experiência de uma família de amigos. “Foi a melhor forma de poder ajudar, a gente não dispõe de muito tempo para ser voluntário”, explicou.
“A gente sabe que vai ter fim (relação), mas dedicamos todo o amor e carinho”, acrescentou. Segundo César, eles são padrinhos de um dos bebês acolhidos. “Nos vemos toda semana”, afirmou.

 

Beto Silva
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