Investimento

Adenor Leonardo Bachi, Tite, técnico da seleção brasileira de futebol, vive um momento bem diferente comparado a missão que o levou à CBF. Foi contratado em junho de 2016 para recuperar o futebol brasileiro nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. Conseguiu e de forma brilhante, embora, depois, na Rússia, a sorte não tenha sido a mesma. Renovou o compromisso e agora, além de buscar uma nova classificação, é preciso reciclar e renovar o elenco.

Perguntas ou dúvidas não faltam. Quantos de 2018 poderão estar no time de 2022? A boa receita manda mesclar, ou seja, é indispensável a mistura experiência e juventude. Quem Tite manterá? Será que surgirá algum talento igual ou perto da qualidade de Neymar? Não existe nenhuma resposta segura. É evidente que alguns nomes são certos tanto para os amistosos de 2019 como visando as Eliminatórias e mesmo o Catar. Não tem como, pelo menos no momento, descartar Alisson, Casemiro, Coutinho, Firmino, Gabriel Jesus ou Marquinhos, lembrando sempre que o Brasil continua sendo Neymar e mais dez.

Quem surge ou surgirá? Por enquanto, Artur, Paquetá e Vinícius Junior. Todos já em grandes times da Europa. Outros podem e devem aparecer. Tite, em recente entrevista, contestou afirmações que colocam o futebol brasileiro em segundo plano. Diz que o problema não é jogador, mas, investimento. Sem dinheiro, os clubes brasileiros rapidamente se desfazem dos seus craques. Explica: “Se eles aqui permanecessem, teríamos um Campeonato Brasileiro do mesmo nível da Europa. Vi um jogo entre Flamengo e São Paulo e com um futebol de ótima qualidade, superior a um Valencia e Sevilla. Real Madrid e Barcelona é outro patamar”.

Tudo indica que o novo trabalho de Tite deve começar para valer em meados de 2019 quando da Copa América que será disputada no Brasil. Depois dessa competição, deve surgir o time para as eliminatórias que definirá a base para a Copa do Mundo de 2022. Serve como observação, o fato de Tite não ter hoje a mesma aprovação de antes. Chegou praticamente a ser unanimidade.

Uns o condenam por causa de convocações equivocadas; outros defendem a tese que o Brasil tem que jogar mais com adversários europeus para que o próprio técnico possa aprimorar detalhes táticos. Mas, existem os que apontam para falhas administrativas, ligadas ao planejamento, além de liberdade demasiada nas concentrações. Neymar é um caso a parte: mimado ou protegido? A estrela não brilhou na Rússia.