Isto é o meu corpo

No dia de hoje na Igreja Católica é celebrado o dia de Corpus Christi (que significa o Corpo de Cristo). “Ele foi instituído na quinta feira da Paixão, quando estando no Cenáculo à mesa com os apóstolos Jesus pegou o pão, o abençoou, o partiu e lhes disse: ‘Tomai e comei todos vós, Isto é o meu corpo que é dado por vós, fazei isso em memória de mim”. Do mesmo modo ao fim da ceia pegou o cálice agradeceu a Deus e o deu a seus discípulos dizendo: “Tomai e bebei todos vós, este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança que será derramado por vós e por todos, para a remissão dos pecados, fazei isso em memória de mim” (foi este ato que concretizou o sacramento da Eucaristia).

No ano de 1246, século treze, portanto, a fim de realçar a magnitude desta liturgia, a beata Juliana teve o propósito de promover uma festa do Corpo de Cristo separada e especial aprovada por D. Roberto Toreto, bispo de Liège, e, em 1264 o papa Urbano IV a estendeu a toda Igreja, cuja finalidade dessa comemoração para os cristãos é manifestar firmemente a crença em Jesus Cristo, filho de Maria Santíssima, Mãe de Deus e nossa, cuja cruz e ressurreição resgataram os cristãos e estão realmente presentes na Eucaristia (no Corpo de Cristo – “Corpus Cristi”), mistério que, mesmo sendo incompreensível àquele que crê, se enche de força e de júbilo na esperança de uma nova vida eterna após a morte terrena regida por um Deus misericordioso que abençoa e protege quem Nele acredita, por isso, a fé do cristão em Jesus Cristo precisar levar a dar um testemunho audaz e coerente na vida familiar, no meio do trabalho, na vida social, cultural, profissional, econômica, artística, pública, em todos os setores enfim, principalmente nos conturbados tempos atuais cada vez mais violentos, onde os absurdos e tragédias tomam forças cada vez maiores também e onde os valores e as virtudes tão desprezados se deterioram, o medo e a maldade proliferam e a confusão de sentimentos entra num turbilhão difícil de conceber.

Daí, este dia de Corpus Christi ser considerado o “dia do amor e da caridade”, que relembra amar todo próximo e uns aos outros sem distinção! Tarefa difícil atualmente, mas, que, com a Eucaristia frequente e respeitada fortalece as consciências, auxilia o cristão ativo e fervoroso a não enfraquecer perante os distúrbios, as contradições e adversidades, aumenta sua compreensão perante a incredulidade e a ignorância proporcionando maior força e constância na fé, na vontade firme de continuar renovando a coragem, a lucidez e a serenidade, e mais: “a virtude do perdão e da paciência” cada vez mais difícil de conseguir pelo burburinho das injustiças e indiferenças, mas, que virá com muito empenho e persistência e muitas orações diárias contritas e confiantes, senão na aceitação completa e honesta das dores e do sofrimento, das amarguras e das maldades que parecem proliferar com o andar dos dias, na busca contínua da energia positiva e incansável do lado bom dos fatos e da Vida, sem tanta desesperança e descrença, desgosto ou desestímulo!

Daí desejar um feriado contrito e religioso em direção á dias melhores com um mundo menos conturbado e mais feliz.