‘Jamais entregarei a chave do futebol profissional do clube’

futebol Atual vice e diretor de futebol,Ricardo Moura planeja assumir o clube em novembro. (Foto: Arquivo/Líder Esportes)

Em jogo válido pela última rodada da primeira fase da Copa Paulista, XV de Piracicaba e Rio Claro se enfrentam neste sábado (22), às 15h, no Barão da Serra Negra. Vice-líder do Grupo 2 com 17 pontos ganhos, o Nhô Quim precisa da vitória para garantir a segunda colocação. Em caso de empate ou derrota, o Alvinegro necessitaria de um tropeço do Red Bull para não perder uma posição, resultando em mudança nos adversários da segunda fase. Em sexto lugar com 11 pontos, o Galo Azul tem de vencer e secar o Desportivo Brasil para ficar com a vaga.

No clube, porém, o assunto mais discutido nesta sexta-feira (21) foram as eleições para renovação do Conselho Deliberativo e para a escolha do novo presidente e vice da diretoria executiva do XV de Piracicaba, que acontecem em novembro. Por enquanto, duas chapas foram anunciadas: a primeira encabeçada pelo vereador Capitão Gomes (PP), e a segunda pelo atual vice-presidente e diretor de futebol do Nhô Quim, Ricardo Moura. Em entrevista à rádio Jovem Pan News, Moura apresentou o trabalho que pretende realizar, caso seja eleito para o cargo máximo do clube.

“Estou no XV há seis anos, sei como as coisas funcionam. Desde a minha infância tenho vontade de ser presidente, pois já frequentava o campo com meus pais e tios. Agora, apareceu a oportunidade. Conversei com o Ramon (Bisson, advogado), Luis Guilherme (Schnor, presidente do Conselho Deliberativo), Celso (Christofoletti, presidente do XV) e Matheus (Bonassi, diretor de base), que deve ser o meu candidato à vice-presidência, chegamos ao consenso e montamos a chapa”, disse Moura. Confira trechos da entrevista:

DIRETORIA

“O Ramon Bisson seria o meu braço direito dentro do XV, pois, devido aos compromissos profissionais, eu e o Matheus Bonassi não teríamos como ficar o dia inteiro no clube. O Danilo (Maluf, diretor de marketing) deve continuar com a gente e o Vitor Alvarez, que é um torcedor fanático, deve ser o nosso diretor financeiro. O Celso Christofoletti está saindo porque está saturado, mas deve nos ajudar como uma espécie de assessor especial da presidência, para cuidar de assuntos institucionais, um colaborador sem compromisso de diretor”.

PARCERIAS

“A atual parceria foi um ‘achado’ muito bom do Celso. Fique claro que quem manda no XV não é a parceria, é o próprio XV. Muito se fala sobre parcerias que não deram certo, que derrubaram clubes, mas a nossa é diferenciada. Quem trouxe Cléber Gaúcho, Doni, Vinicius Simon e Cássio Gabriel, fomos nós (diretoria). A parceria nos ajuda, indica jogadores, mas quem contrata é o XV. Quem mandou o Fahel Júnior (técnico) embora foi o XV. É preciso entender isso. Gostaria de continuar com a parceria, nos mesmos moldes. Se eu for presidente do XV, jamais entregarei a chave do futebol profissional e os deixarei tocar. Comigo na presidência, isso jamais vai acontecer”.

AUTONOMIA

“Nossa parceria leva vantagem na vitrine para os jogadores e na porcentagem de uma possível venda. Ela não é engessada. Quem paga o salário do Lucas Formiga (atacante), por exemplo, é um empresário, algo além da parceria. Nós queremos continuar com a NB (parceira atual), mas também temos portas abertas com Atlético-PR, Grêmio e Palmeiras, que nos cedeu jogadores em 2016, quando fomos campeões da Copa Paulista. As parcerias já existiam na época do Beto Souza (ex-gestor de futebol). Chamem como quiserem: parceiros ou investidores, mas isso tem que continuar, pois o XV não consegue sozinho. E dou minha palavra que o treinador tem total liberdade para escalar quem ele quer. Diretoria e parceria não pressionam para colocar jogadores. Quem escala é o técnico. Se formos eleitos, vai continuar dessa forma”.

FINANCEIRO

“Nós estamos correndo atrás para renovar com os patrocinadores e tudo indica que os que aí estão, devem continuar. Também estamos tentando novos patrocinadores. O déficit do clube, atualmente, passa dos R$ 2 milhões. O torcedor pode ficar otimista, pois sempre vamos montar time para brigar (por acesso). Independente de continuarmos no XV ou não, já estamos conversando com outros clubes e investidores”.

(Líder Esportes)