Janaína Paschoal concede entrevista exclusiva ao JP

Advogada Janaína Paschoal, eleita deputada estadual pelo PSL, esteve na cidade na noite de hoje (Crédito: Claudinho Coradini/JP)

Uma das autoras do pedido de impeachment que resultou na cassação do mandato da presidente Dilma Rousseff (PT), a advogada Janaina Paschoal, deputada estadual eleita com 2 milhões de votos pelo PSL , partido do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), esteve hoje (6) à noite em Piracicaba para ministrar palestra no Santuário Nossa Senhora dos Prazeres, na qual abordou o tema “Educação dos filhos – as competências do Estado e da família”, em evento realizado pela Diocese de Piracicaba. Em entrevista exclusiva ao Jornal de Piracicaba (assista ao vídeo com a íntegra da entrevista), afirmou que seu objetivo é “trazer para a Assembleia Legislativa independência em relação ao Executivo”. E ressaltou: “Independência que não tem há muitos anos”.

A respeito do tema educação, disse ser defensora das escolas em tempo integral e posicionou-se de forma contrária ao uso da educação à distância, proposta que foi cogitada por Bolsonaro durante a campanha para ser implantada desde o ensino fundamental. Afirmou também que declinaria a um eventual convite para assumir um ministério no futuro governo. “Assumi compromisso com o Estado de São Paulo. Acho que é importante criarmos a cultura de as pessoas cumprirem os mandatos para os quais se apresentaram. Tenho que cumprir os quatro anos [como deputada estadual]”.

Janaina Paschoal elogiou a escolha do juiz Sérgio Moro para o Ministério da Justiça. “Foi muito positiva para o Brasil. Nem vejo que tenha sido positiva para o governo Bolsonaro. Foi positiva para o Brasil. Moro é um homem competente, sério, trabalhador. Um homem cuja atuação foi reconhecida pelo mundo. Ele poderá levar para o Ministério da Justiça todo arcabouço de conhecimento. Para o Brasil, não havia melhor hipótese”, disse.

A respeito do potencial de Bolsonaro para conduzir o Brasil de volta ao rumo do crescimento econômico, a deputada eleita destacou a honestidade. “Essa é a principal característica que me fez aproximar dele. Na verdade, nunca tive aproximação político-partidária, mas a decisão de apoiá-lo, foi em função da honestidade. Nós precisávamos e precisamos de um presidente honesto, que queira que as coisas aconteçam conforme a lei, que não queira que se beneficiar economicamente, patrimonialmente, que não queira fazer a política de troca de favores, de compra e venda de decisões, de leis. Vejo nele essa honestidade”, afirmou.

Questionada sobre uma eventual atuação específica para Piracicaba, cidade que deu a ela 26.290 votos (foi a segunda mais votada no município), agradeceu a cidade pelo carinho e pelos votos, mas esclareceu que a atuação dela não será regional. “Fui primeira, segunda ou terceira colocada em todas as cidades paulistas. Foi um fenômeno o que ocorreu. Por isso me perguntam sempre o que eu vou trazer para uma determinada cidade. Respondo que minha atuação será para o Estado de São Paulo. Minha campanha não foi regional, minha votação não foi regional, minha atuação não será regional. Tenho como prioridades: educação, segurança pública e saúde, além da fiscalização do poder executivo”.

Texto: Rodrigo Guadagnim/JP

Foto e vídeo: Claudinho Coradini/JP