Jesus e a inteligência emocional

Tanto no pessoal quanto no profissional, todos nós somos movidos pelas emoções e uma das ferramentas mais eficazes para entendê-las e gerenciá-las foi traduzida numa linguagem bem acessível por Daniel Goleman, mais conhecida como “Inteligência Emocional”, uma fantástica e transformadora modalidade de inteligência.

Jesus Cristo, um homem complexo, abrangente, intrigante, inteligente e equilibrado. Registros históricos e devidamente comprovados deixam claro que Jesus causava perplexidade nas pessoas mais influentes e cultas de sua época e, dois mil anos depois, a vida de Jesus continua surpreendendo.

Mas quem foi Jesus? Um dia, Ele mesmo pergunta aos seus discípulos o que pensavam dele (Mateus 16:13). Note que Jesus se preocupava e tomava a iniciativa em saber o que pensavam dele. Ele não tinha medo desse tipo de descoberta, o que a Inteligência Emocional chama de “autoconhecimento”.

Um carpinteiro… martelo, pregos… Nos seus últimos momentos de vida, esses foram seus piores “algozes”; um paradoxo e poderoso teste de preparação e controle da ansiedade? Observe que Jesus, sabendo que morreria pregado numa cruz, desde a infância já lidava com os instrumentos que ajudariam a matá-lo, mas nada disso o afetou no decorrer de sua vida emocional! Você agiria desta forma?

Se você se espantou com isso, vamos então ao momento em que Pedro (seu discípulo), nega por três vezes conhecer Jesus, exatamente quando Ele estava cheio de feridas, de dores físicas, psíquicas e cada vez mais próximo da morte. Note que, quando sofremos um trauma físico ou psíquico, mesmo de pequena proporção, já temos reações variadas e até sem pensar num primeiro momento – que o diga nosso instinto… Entretanto, e apesar da situação caótica em que se encontrava, com o agravante de ser traído por um de seus discípulos amados, apunhalado física e emocionalmente, Jesus mostra seu autodomínio e seu equilíbrio emocional e fala no silêncio do olhar com Pedro, que percebe aí a grandeza de Seu Mestre e chora amargamente. O silêncio de Jesus crava em nós a profundidade da eficácia do amor e do exemplo. Pedro então muda e passa a entender que precisamos nos amar e nos respeitar, independente das diferenças e entendendo fragilidades (empatia…).

Enquanto os conflitos, doenças e problemas de relacionamento crescem assustadoramente, Jesus traça o caminho inversamente proporcional às causas desse cenário e convida o ser humano a estar num nível sem precedentes de qualidade de vida emocional, física e social. Ele transbordava autoconhecimento, autocontrole e queria proporcionar isso às pessoas, fazendo com que elas refletissem e, consequentemente, ultrapassassem suas próprias fronteiras limitantes. E Ele continua te chamando para uma vida emocionalmente equilibrada e feliz. Depende só de você!

Eu analisei a inteligência de Cristo criticando, duvidando e investigando as quatro biografias de Jesus, os evangelhos, em várias versões. Estudei as intenções conscientes e inconscientes dos autores das suas quatro biografias. O primeiro resultado é que descobri que o homem que dividiu a história não poderia ser fruto de uma ficção humana. Ele não cabe no imaginário humano. Ele andou e respirou nesta terra”. (Augusto Cury)