Jorge da Silva assume direção do Teatro do Engenho

O Teatro do Engenho está agora sob direção do músico, operador de luz, advogado e teólogo Jorge dos Santos Ferreira da Silva. A informação foi publicada no Diário Oficial do município no último sábado, 3, e ele, que é natural de Marília (SP), assumiu o cargo nesta segunda-feira, após cerimônia oficial na Semad (Secretaria Municipal de Administração). Em entrevista exclusiva ao Jornal de Piracicaba, Silva contou sobre os planos para a casa cultural que passa a administrar.
 
 
Após 19 anos, Silva volta para a SemacTur (Secretaria Municipal de Ação Cultural e Turismo), ao lado da dirigente da Pasta, Rosângela Camolese. Ele foi diretor do Teatro Municipal Dr. Losso Netto em três ocasiões, de 1986 a 1988, de 1993 a 1996 e de 1997 a 1999.
 
 
“Estou muito feliz por ajudar a secretária com minha experiência para auxiliar nas soluções do que estão por vir. O meu trabalho será estritamente voltado à arte, mantendo a qualidade dos espetáculos que vêm para Piracicaba e igualando ou aumentando ainda mais a quantidade de eventos em comparação ao ano passado, quando foram realizados 229 atividades, sendo 144 gratuitas e 85 pagas, com público de 82 mil pessoas”, disse. Antes de Silva, era Heloísa Guerrini a responsável pela direção do Teatro do Engenho e, também, do Teatro Municipal Dr. Losso Netto, ao qual ela passa a se dedicar exclusivamente agora.
 
 
Nesta semana, os dois diretores se reuniram para acertar detalhes sobre a administração e agendamento da programação cultural. “Tudo o que está disponível no mercado, dentro do que os produtores nos apresentam, sempre tentaremos trazer para cá”, afirmou.
 
 
Ele disse, ainda, que tem como foco de trabalho disponibilizar mais espaço no teatro a artistas de regiões periféricas da cidade. “As produções grandes são realizadas de finais de semana e, as locais, de dias de semana, mas queremos abrir estas para o sábado e domingo. Nosso trabalho irá incentivar esses grupos e dar apoio a eles”, explicou.
 
 
PERFIL — Silva mudou-se para Piracicaba aos dois anos de idade e na adolescência ingressou na banda da Guarda Mirim. Estudou canto em Tatuí (SP) e, em 1978, fez iniciação teatral durante três anos, se apresentando em diversos locais. Foi um dos idealizadores da produção da Paixão de Cristo, já atuando como operador de luz. Cantou como tenor no grupo musical de octeto masculino Celeste Porvir. Atualmente, é trompetista membro da Orquestra Educacional de Piracicaba e é o produtor técnico do espetáculo beneficente Falando da Vida.