Jornalista acompanha padre Edvaldo Nascimento desde Sta. Bárbara d'Oeste

A jornalista Isis Renata do Espírito Santo, 32, acompanha o padre Edvaldo Nascimento há cerca de 20 anos, desde que ele foi pároco na paróquia São Judas Apóstolo, em Santa Bárbara d’Oeste, cidade onde ela mora. Devido à distância, Isis, passou a assistir as missas do padre Edvaldo, em Piracicaba, quando conseguia carona. 
 
“Em Santa Bárbara, minha família sempre participou ativamente na paróquia de São Judas. Meu pai era ministro da palavra e mamãe era coordenadora do Movimento Mãe Rainha. Quanto a mim, era vocalista de um coral na época, que se chamava Viva a Vida com Jesus”, diz.
 
Segundo ela, o padre Edvaldo fala muito sobre acolhida e torna esse tema o ponto alto da sua personalidade e das missas. “Eu me sinto em casa, independente do local. Somos família quando estamos na igreja, irmãos, amigos. E isso me conforta. O padre Edvaldo nasceu para as palavras de Deus, dos poetas, enfim. As palavras têm grande poder de ajuda, de força e, com certeza, a forma como ele conta do seu amor a Deus e a forma como ele nos deixa ver esse Deus de amor, tudo nos dá a força da fé que precisamos para que nosso mundo jamais seja o mesmo”, afirmou.
 
Para a jornalista, o padre transformou a vida dela de várias maneiras, mas, principalmente no incentivo à valorização própria. “É a forma como ele me fez ver que sou importante e que minhas palavras fazer a diferença. Em um dos seus aniversários, em Santa Bárbara, eu viajei na época, já que ele faz ano em véspera do dia de Nossa Senhora Aparecida e, para não passar em branco, lhe escrevi uma carta a mão. Quando retornei na semana seguinte à missa, durante a sua homilia, ele se aproximou do local onde eu estava e falou pra mim que minha carta tinha feito toda a diferença em seu aniversário e que eu deveria escrever mais”, explicou.
 
Questionada se pretende acompanhar o religioso em Rio Claro, para onde foi transferido, Isis não confirmou, mas não descartou a possibilidade. “Visitava Piracicaba para matar saudades dessa acolhida, das palavras e desse jeito carinhoso de cuidar da paróquia em que ele reside. E, acima de tudo, renovar as forças e a fé. Rio Claro é mistério. É longe para mim. Pode ser que eu vá, pode ser que não. Ele sempre diz que nossa vida é um trem, cada qual vivemos uma estação, e que as pessoas nos encontram nela. Pode ser que a gente se encontre ainda”, disse. “Espero que ele tenha a oportunidade de ler tudo que vocês prepararam. Assim, posso lembrá-lo de que o poeta pode não estar presente, mas sua poesia ecoa por onde for. Obrigada pelas forças e emoções que passamos. Nos vemos na próxima estação, se Deus quiser