Jovem encontrou no aikidô uma forma de desenvolvimento pessoal

Gabriel Lima começou a praticar junto com a mãe, e depois de dois anos e meio não pretende parar. (Foto: Divulgação)

Natural de Campinas, Gabriel Godinho Lima vive em Piracicaba há quase sete anos. Na cidade, o auxiliar de serralheiro conheceu o aikidô, dois anos e meio atrás. O primeiro contato com a Escola Aiki Kaizen, entretanto, não foi premeditado. “Eu tinha afinidade com artes marciais em geral, já que havia praticado anteriormente. Entretanto, buscava algo para minha mãe. Ela queria uma atividade física que não envolvesse competição e brutalidade, e eu me propus a procurar com ela”, contou Gabriel.

No dojo, eles começaram juntos, mas a mãe de Gabriel ficou apenas dois meses. “Eu continuo (risos)”, disse o rapaz, que está com 21 anos. “Tento não estipular objetivos muito fixos, pelo fato de que o aikidô é um caminho cujo fim eu não vejo, uma vez que eu não penso em parar de praticar. De forma objetiva, quero desenvolver cada vez mais a minha técnica e o meu próprio ser. As demais coisas vão acontecer naturalmente se eu continuar treinando”, relatou.

Gabriel entende que a arte marcial japonesa contribuiu de forma fundamental para sua formação. Os ganhos, segundo ele, vão muito além do aspecto físico. “Os ecos dessa prática são muito maiores no âmbito interior, no sentido de desenvolvimento pessoal. Quando treinamos com sinceridade e entrega, a tentativa de aperfeiçoamento técnico e físico se torna em algum momento uma tentativa de aperfeiçoamento pessoal como um todo. A prática do aikidô me ajuda em outra prática que tento fazer diariamente, que é uma meditação”, afirmou o auxiliar de serralheiro.

Sobre o que mais o marcou no convívio com a arte, Gabriel apontou para os ensinamentos de Morihei Ueshiba, fundador do aikidô. “É um estudo que transforma e enriquece. Antes de que a gente pudesse treinar, ele dedicou uma vida ao estudo das artes marciais e ao aperfeiçoamento do espírito. O conceito de harmonia te faz enxergar e, principalmente, sentir que dentro de você ecoa algo em uníssono com o universo inteiro. Esse é um dos principais escopos de alguém que prática o aikidô de acordo com os ensinamentos daquele que fundou a arte”, finalizou.

Da Redação