Jovem que tentou extorquir a mãe será julgada em fevereiro

A Justiça de Piracicaba marcou para o dia 6 de fevereiro de 2018 a audiência de instrução e julgamento da ação penal contra uma jovem de 19 anos presa em flagrante em agosto do ano passado por forjar o próprio sequestro. Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público, ela se aliou ao namorado e a outros dois rapazes para tentar extorquir a mãe e o avô. O objetivo era obter R$ 70 mil.
 
Os quatro vão responder pelo crime de extorsão, cuja pena varia entre quatro e 10 anos de prisão, com o agravante de o suposto crime ter sido praticado por duas ou mais pessoas, o que eleva a pena em um terço.
 
Na audiência devem ser ouvidas primeiro as testemunhas de acusação e, em seguida, as de defesa. Depois disso, os quatro réus serão interrogados e promotoria e defesa apresentarão suas alegações finais. Se todo esse procedimento for concluído dentro da audiência, a sentença pode ser proferida nos mesmo dia. O processo tramita com prioridade, na 4ª Vara Criminal de Piracicaba, por se tratarem de réus presos.
 
O caso foi descoberto pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) depois que a mãe da garota registrou boletim de ocorrência do desaparecimento dela. Os falsos sequestradores utilizaram o celular da jovem para, com um aplicativo de mensagens, entrar em contato com a mãe e exigir o resgate. 
 
Os policiais “assumiram” o telefone e mantiveram as conversas. “Os policiais falavam o tempo todo como se fossem a mãe. Mantiveram as negociações e até prometeram pagar o resgate, tudo para garantir a integridade física da menina. E a todo momento vinham mensagens dizendo que iam cortar o dedo dela ou até matá-la se não recebessem o dinheiro”, afirmou o delegado Fábio Rizzo, responsável pela investigação.
 
A garota foi encontrada pela Guarda Municipal nas proximidades da avenida Raposo Tavares. Inicialmente ela confirmou que havia sido sequestrada, mas depois confessou a fraude e entregou os comparsas e o local do falso cativeiro, um barraco na favela Portelinha. No local, os policiais encontraram o fio usado para amarrá-la e até as roupas que ela vestia nas fotos enviadas. Por conta do recesso judiciário, o Jornal de Piracicaba não conseguiu contato com a defesa dos réus até o fechamento desta edição.