Jubileu

 E nesses 75 anos, a Diocese parece querer estreitar ainda mais os laços com a comunidade. Mais do que isso, busca se modernizar, falar uma linguagem mais próxima e acessível aos fieis

Toda e qualquer designação religiosa exerce um papel importante nas comunidades onde está inserida. Em primeiro lugar, pode ajudar a comunidade a crescer na fraternidade, na fé, na caridade e nas ações sociais, tão importantes aos mais necessitados. E merece comemoração toda vez que as instituições se mantêm sólidas e cumprem seus papéis, mesmo em tempos tão adversos para celebração do sagrado, em virtude do mundo capitalista, narcisista e, muitas vezes, de desprezo às instituições e de desvalorização do ser humano. São tempos difíceis. Imagine criar filhos nesta época de intolerância.

Por isso que é importante comemorar datas que representam marcos para as religiões. Neste mês, por exemplo, o Jubileu de 75 anos da Diocese de Piracicaba, será comemorado com missa solene, exposição e lançamento de selo. Esses festejos são importantes para a igreja depois de tantos anos perdendo fiéis para as igrejas evangélicas e de outras denominações. A ascensão do papa Francisco deu uma guinada na Igreja Católica nos últimos anos, por tentar oxigenar a Igreja Católica e tocar em assuntos tão delicados, que mexem com todos, como abusos sexuais praticados por padres, o aborto, entre tantos outros.

E dentro deste contexto, todas as igrejas que ficam debaixo do guarda-chuva da Diocese se unem para as celebrações neste domingo, às 15h, com abertura oficial do Ano Jubilar em celebração dos 75 anos de criação e instalação da Diocese.

Segundo a Diocese, a criação ocorreu em 26 de fevereiro e instalada em 11 de junho do mesmo ano. A data de 9 de setembro foi escolhida para abertura das festividades devido a posse canônica do primeiro bispo diocesano, Dom Ernesto de Paula, ocorrida em 8 de setembro de 1945. Uma infinidade de atividades serão realizadas até o próximo ano, para marcar essas datas. Para iniciar as atividades, estão programadas exposição Jubilar itinerante com fotos históricas, selo comemorativo em parceria com os Correios, revisão do Brasão da Diocese, mas mantendo os elementos simbólicos que caracterizam a identidade, os ideais, a essência e os valores que norteiam a igreja.

Todas as igrejas, de qualquer designação, opera no campo do divino, de acreditar em algo que não se vê, mas que se sente. E nesses 75 anos a Diocese parece querer estreitar ainda mais os laços com a comunidade. Mais do que isso, busca se modernizar, falar uma linguagem mais próxima e acessível aos fiéis. Busca o profano, mas para atingir o divino. E tudo isso é salutar. A fé pode ser o alimento para a alma e que ajuda a enfrentar os obstáculos do dia a dia.

(Claudete Campos)