Juros futuros batem máximas junto com dólar após PIB e com saídas de estrangeiros

Os juros futuros passaram a subir em meio ao fortalecimento do dólar, após terem iniciado a sessão perto da estabilidade. O dólar à vista está renovando máximas, precificando o fortalecimento do dólar no exterior após o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA e novas saídas de recursos da Bolsa brasileira e da renda fixa, diz o diretor da Correparti Jefferson Rugik.

O resultado do PIB dos Estados Unidos acima do esperado no 4º trimestre de 2017. O PIB dos Estados Unidos cresceu à taxa anualizada de 2,9% no 4º trimestre de 2017 (terceira estimativa), acima da previsão de +2,7%, o que ajuda a fortalecer o dólar no exterior diante das especulações sobre um ritmo mais forte de alta de juros nos EUA, segundo analistas.

No mercado local, o Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M) forte neste mês foi olhado e é considerado negativo. O IGP-M avançou para 0,64% em março, acelerando o ritmo de alta em relação a fevereiro, quando subira 0,07%, em linha com a mediana das estimativas do Projeções Broadcast, com intervalo que ia de 0,48% a 0,75%.

Assim, o indicador voltou a subir em 12 meses após 9 meses de deflação, mostrando elevação de 0,20%. No ano, o acumulado registra avanço de 1,47%. Em 12 meses, o IGP-M ficou ligeiramente acima da mediana de 0,19%, mas dentro do intervalo esperado, que variava de 0,09% a 0,31%.

Também foi revelado mais cedo que o Índice de Confiança de Serviços (ICS) recuou 1,7 ponto na passagem de fevereiro para março, para 91,4 pontos, na série com ajuste sazonal, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). A perda ocorre depois de o índice acumular um avanço de 10,4 pontos nos oito meses anteriores.

Às 10h07, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 estava a 7,12%, na máxima, de 7,07% no ajuste de terça-feira. O DI para janeiro de 2021 estava a 8,05%, na máxima, de 7,97% no ajuste anterior.

O DI para janeiro de 2023 subia a 9,07%, de 8,97% no ajuste de terça. No câmbio, o dólar à vista estava na máxima, aos R$ 3,3352 (+0,20%), e o dólar para abril, também na máxima, subia 0,33%, aos R$ 3,3355.