Juros futuros oscilam perto dos ajustes, com viés de baixa, à espera do Copom

Os juros futuros oscilam próximos dos ajustes anteriores, com viés de baixa, em meio a expectativas dos investidores pela decisão e o comunicado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que serão divulgados após o fechamento dos mercados nesta quarta-feira, 7. O volume de negócios é pequeno ainda. A desaceleração da alta do dólar ante o real é monitorada pelos operadores de renda fixa.

Às 9h53, o contrato de DI para janeiro de 2020 estava a 8,04%, na mínima, ante 8,07% do ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 caía a 8,86%, ante 8,91% do ajuste de terça. No câmbio, o dólar à vista reduzia a ganho na sessão, aos R$ 3,2458 (+0,09%), após tocar em máxima aos R$ 3,2543 (+0,35%). O dólar futuro de março ganhava 0,28%, aos R$ 3,2525, ante máxima em R$ 3,2625 (+0,59%).

As apostas majoritárias do mercado, segundo o Projeções Broadcast, apontam para corte de 0,25 ponto porcentual da Selic, para 6,75%. Os investidores buscam uma sinalização sobre se a reunião desta quarta marcará o fim de um ciclo de dez cortes de juros, iniciado em outubro de 2016, já com o BC sob o comando de Ilan Goldfajn. Há expectativa também sobre como o Banco Central irá se referir ao momento de instabilidade nos mercados internacionais, que até a última reunião, em dezembro, mostravam comportamento favorável.

As negociações em torno da reforma da Previdência seguem também no radar. Por isso, os agentes devem acompanhar a entrevista coletiva do líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e do relator da Reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), às 10 horas, para apresentar um novo texto sobre a reforma da Previdência. Também estarão atentos a eventuais desdobramentos do café da manhã do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, em Brasília (9 horas).

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse na terça que a votação está mantida para o próximo dia 20.

Mais cedo, foi revelado que o Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1) subiu 0,50% em janeiro, após a queda de 0,03% registrada em dezembro.