Lua de Mel

Já imaginou um período absolutamente calmo, tranquilo, num clube ou time de futebol, não existindo chance de qualquer agitação ou imprevisto? Existe? Sim. Pode ser considerado uma Lua de Mel. Sobra harmonia, alegria, confiança, otimismo, planos, enfim, paz total. Esse é o XV de Piracicaba de hoje. Aliás, esse clima ou ambiente, o nosso Alvinegro já viveu em outras oportunidades e em datas não distantes.

O roteiro: o técnico é contratado em novembro, passa praticamente dois meses planejando e contratando. Na sequência, os treinos e os amistosos em janeiro. O capítulo final: a estreia e o campeonato. Neste exato momento acaba-se a Lua de Mel e a vida ganha seu contorno real. Com a bola rolando, o time mais o técnico começam a ser avaliados. Em tempo: o clube não pode e nem deve ser condenado, desde que, evidentemente, tenha a certeza de que fez tudo certo. Um ritual natural.

Passando a viver o dia a dia, ou seja, a famosa rotina, enfrentará as consequências normais vistas em todo e qualquer setor ou atividade. Os altos e baixos, a felicidade ou infelicidade. É evidente que sempre se espera pelo sucesso. Porém, só então se terá a certeza absoluta se acertou ou não na contratação do técnico e na formação do elenco. O XV dá sequência aos seus planos após a eleição de uma nova diretoria. Constituiu-se uma comissão técnica e as contratações aconteceram e ainda acontecem. De uma maneira geral, todos aprovam os nomes, mas isso também já aconteceu no passado e depois chegou a frustração.

No futebol, embora muito se fale em elenco eficiente, time competitivo, qualidade técnica, capacidade tática, raça, determinação e outras coisas mais, o que interessa mesmo é o resultado. Em se tratando de um campeonato curtíssimo e difícil como da Série A2, é fatal não ter uma equipe confiável. Nestas alturas, agora, só resta torcer para que a comissão técnica liderada pelo Ricardo Moura, Beto Souza e o técnico Tarcísio Pugliese tenha sido feliz nesse período de planejamento e contratações.

Uma coisa é certa: o XV tem um presidente honrado, dirigentes dedicados e o sentimento é de que estão procurando fazer o melhor. Até o máximo. Acreditar e apoiar é o caminho. Uma nova etapa na vida quinzista está tão apenas no seu início e muita coisa deve ser feita não só para o futebol, mas acima de tudo em benefício de uma instituição centenária e respeitada, que sonha com uma estrutura que lhe dê condições de um dia poder andar com suas próprias pernas.