Luz no fim do túnel

O Brasil e Piracicaba estão longe de gerar os empregos necessários para tirar a economia do buraco. Mas, pelo menos, em agosto, os desempregados começaram a enxergar uma luz no final do túnel

No começo do ano, os especialistas já faziam uma previsão de que a economia poderia patinar neste ano. Principalmente em decorrência da Copa do Mundo, realizada em julho, e das eleições gerais, que se aproximam, em outubro. De fato, o Brasil e Piracicaba estão longe de gerar os empregos necessários para tirar a economia do buraco. Mas, pelo menos, em agosto, os desempregados começaram a enxergar uma luz no final do túnel.

Reportagem de Rodrigo Guadagnim, publicada nesta edição, mostra que o saldo de empregos ficou em 313 vagas em agosto, a diferença entre as 3.779 admissões e as 3.466 demissões. Isso representa um terço do saldo registrado de janeiro a agosto deste ano. É o que aponta o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego, publicado ontem.

Durante a semana, o Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) já havia divulgado que este tinha sido o melhor agosto para contratações desde 2010. E, agora, a veiculação do Caged confirma os dados da indústria.

As explicações para tal desempenho são inúmeras. O economista Francisco Crócomo ficou surpreso com o desempenho do comércio, que foi o setor que mais contratou em agosto, seguido de perto pela indústria de transformação. Este setor é de suma importância porque é aquele que mais contrata e melhor remunera os trabalhadores. O economista também informou que esse desempenho é decorrente do bom relacionamento de Piracicaba com o exterior, o que reflete nas exportações, o que garante a empregabilidade.

Pelo visto, a recuperação dos empregos em Piracicaba já é uma realidade. É claro que está longe do auge da geração de empregos no município. Contudo, pode ser um alento, ainda mais agora que começará o melhor período para contratação no comércio, com o Dia das Crianças, em outubro, e as festas de fim de ano. Se esse ritmo se mantiver, as notícias podem ser promissoras nos próximos meses.

Contudo, a consolidação desses números e o crescimento sustentável da geração de vagas dependerá do resultado das eleições que acontecerão mês que vem. Isso não resta a menor dúvida. Daí a importância do voto.

(Claudete Campos)