Mãe faz denúncia sobre superlotação em creche no bairro Monte Líbano

A mãe de uma aluna da Emei (Escola Municipal de Educação Infantil) Professora Aglaé de Lourdes Piffer Leme, no bairro Jardim Monte Líbano, denunciou ontem a superlotação da creche. Segundo a auxiliar de cozinha Alessandra Correa dos Santos, 29 crianças estão dividindo 16 colchões na sala de aula onde a filha dela estuda. A Secretaria Municipal de Educação admitiu o problema. 
 
“A creche está muito cheia. Minha filha reclamou nos últimos dias que não está conseguindo dormir, porque tem de dividir o colchão com o coleguinha. Como eu sou membro do conselho da escola, soube que tem 16 colchões na sala pra 29 crianças”, afirmou. 
 
Alessandra relata, ainda, outros problemas causados pelo excesso de crianças. “Não tem material suficiente para todas. Falta caderno, lápis. Não tem caneca para todas beberem água. Conversei com o diretor e ele disse que tem de esperar”, completou.
 
No final do ano passado, a prefeitura encerrou todos os contratos mantidos com escolas particulares e instituições filantrópicas que ofereciam vagas ao programa Bolsa Creche. A justificativa é de que uma nova lei determinava que esses acordos deveriam ser precedidos de um chamamento público. 
 
Sem essas vagas, a Secretaria de Educação teve de incluir todas as crianças atendidas pelo programa na rede municipal, o que fez centenas de outras crianças — já matriculadas em período integral — perderem o direito à vaga para 2018. 
 
As mães denunciaram o corte de vagas ao Jornal de Piracicaba e o Ministério Público ingressou com uma ação contra a prefeitura para exigir a manutenção dos alunos. O juiz da Vara da Infância e Juventude, Rogério Pierri, concordou com o pedido e concedeu uma liminar (decisão provisória) que determinava a rematrícula de 100% dos alunos que frequentavam as creches em período integral no ano passado para a mesma modalidade este, sob pena de uma multa de R$ 1 mil por criança não atendida. 
 
A assessoria de imprensa da Secretaria de Educação não citou diretamente a decisão judicial, mas informou que o acréscimo de crianças à rede é a causa dos problemas apontados pela mãe. “Devido à inclusão de novos alunos em período integral na rede municipal de ensino, a Secretaria Municipal de Educação ainda está fazendo as adequações necessárias nas escolas. Assim, há alguns itens que estão em processo de aquisição e outros em remanejamento. No caso da Emei Professora Aglaé de Lourdes Piffer Leme, a previsão é que os colchões que estão em falta sejam entregues nesta semana”, afirmou em nota.