Mãe pede ajuda para tratamento do filho acamado

ajuda Ana se emociona ao falar do filho tetraplégico. ( Foto: Claudinho Coradini /JP)

Há 25 anos, a pensionista Ana Macedo deixou de lado sua própria vida para se dedicar única e exclusivamente ao filho Nilton César de Castro, então com 16 anos. Após sofrer um acidente de carro, o adolescente ficou tetraplégico. A partir daí, ela passou a ser os braços e as pernas do filho, que não pode mais se locomover nem falar. A comunicação entre mãe filho passou a ser pelo olhar.“Ele me vê nessa correria e fica nervoso, não gosta de me ver chorar”, revela a mãe emocionada.

Na quinta-feira, a reportagem do Jornal de Piracicaba foi até a casa da família, na Vila Rezende, e acompanhou uma pequena parte do dia. Ana estava terminando de dar banho no filho. Em uma cadeira de banho enferrujada o jovem recebia pomada nas costas feridas, segundo a mãe, por uma alergia.

A mulher contou que é viúva e Nilton é o seu filho único. Depois do acidente, ela ficou perdida sem saber a quem recorrer para ajudar com os cuidados do jovem. Hoje, ela conta com um grupo de amigos que, para ela, são verdadeiros anjos. Elizabeth Costa e sua filha Tatiane Costa Alves e Fabiana Dias, acompanham a rotina da amiga. Tatiane conta que a preocupação se estende agora à saúde de Ana. “No dia 12 ela vai fazer uma biópsia e vai precisar ficar no hospital. No mesmo dia Nilton tem uma consulta médica”, falou.

Foi Tatiane quem mostrou a quantidade de medicamentos que Nilton precisa receber diariamente, além de outras necessidades como itens para curativos, bolsa de colostomia, suplementos alimentares, fraldas e lenços umedecidos.

GASTOS — O sustento da família é proveniente da pensão recebida por Ana e da aposentadoria de Nilton, que somam dois salários mínimos. Deste valor, é preciso tirar o aluguel e contas de consumo da casa quem somam R$ 900. A compra dos medicamentos, alimentação e outros gastos ficou comprometida depois que Ana precisou fazer um empréstimo para poder comprar medicamentos. “Estou recebendo R$ 300 do meu salário e não é suficiente para pagar tudo”, desabafou.

Ana, acredita que o Natal possa mudar o sentimento das pessoas e por isso, decidiu apelar à bondade das pessoas para pedir doações. “Qualquer coisa será muito bem vinda”, afirmou. As pessoas interessadas em conhecer a história de Nilton e ajudar podem entrar em contato pelos telefones 3413-4300 ou 99718-1224 .

(Beto Silva )