Mais água no feijão, Mais feijão na água…

É corriqueiro o caso do procedimento de colocar mais água no feijão, quando todos já aguardavam sentar-se à mesa para comer e não é que chegam mais dois ou três para a refeição que tinha sido preparada para um número menor de pessoas. É claro que essa história acontece numa família de classe C não muito alta, onde o cheiro acentuado da sopa de feijão se faz sentir até no vizinho.

Sabe-se que numa mistura quando se adiciona mais água, mais se dilui o outro ingrediente.

Também é de conhecimento que ao colocarmos esse outro ingrediente na mistura, o conteúdo da mesma se eleva.

O conceito de conteúdo se encontra instalado nas mais diversas misturas quentes ou frias, sejam elas materiais, sociais, políticas, trabalhistas, artísticas, religiosas ou esportivas, nas quais procuram um ponto de equilíbrio, até que ele atinja o nível de saturação e passa a outro estado de coisas, perdendo a sua função de equilibrador.

Com isso podemos deduzir que também não devemos colocar feijão demais na água, porque a combinação dos dois se tornaria muito densa e ao invés de termos uma sopa bem equilibrada de feijão, teríamos uma papa, que como vemos ficaria desvirtuada pelo feijão colocado a mais.

Nos dias atuais a gastronomia política propõe um novo tipo de conteúdo para a mistura, com viés ideológico diferenciado, na intenção de romper os temperos extravagantes usados pelo sistema anterior de governo, atingindo o ponto de saturação do mesmo, porque até deixou queimar o que restava na cozinha após o banquete. Estava a exigir uma nova forma de atuar e aqui estamos diante da mesma.

Com a nova proposta, aos novos elementos e ingredientes que compõe a cozinha, foi requisitada pela capacidade e competência da nova culinária, para preparar misturas que possam ser aceitas pelos comensais antigos e novos, afim de poderem sentarem-se a mesma mesa e degustar os paladares pois vai ser necessário agregar sacrifícios, coisa que ninguém gosta, para poder ter bom aproveitamento da refeição preparada.

Com esta postura acreditamos, que nos alimentaremos, mas não banqueteando, jogando fora ou levando para casa sem nenhum constrangimento as cerejas dos bolos preparados por confeiteiros corruptos. Nesse jantar não é permitido entrar com malas.

A refeição proposta pelo novo cardápio, será de comida hospitalar, onde todos possam se alimentar, para que todos sobrevivamos durante um certo tempo tendo um promissor horizonte a vista.

Vamos aguardar, e que a mídia, redes sociais, TV, rádio, jornais escritos e falados, compareçam e permaneçam para fazer o seu grande papel de colaboradora, unindo os comensais, para que dialoguem sobre a união do Brasil e agradeçam por estarem juntos, no engrandecimento deste farto celeiro.

Você é o nosso convidado de honra. Se esforce para estar presente colocando mais equilíbrio nessa mistura, não deixando o conteúdo ideológico passar do ponto, pondo em risco nossa democracia.