Manifestações terminam sem violência em Piracicaba

Ato teve concentração na Praça do TCI, no Centro. (Foto: Amanda Vieira / JP)

Ontem, Piracicaba foi palco de mais um ato organizado por entidades ligadas aos trabalhadores e a movimentos sociais. Dados da Apeoesp (Sindicatos dos Professores do Ensino Oficial Estado de São Paulo) revelam que o dia de “greve geral” teve adesão de mais de 40% professores das escolas estaduais. A Secretaria de Estado da Educação informou que na parte da tarde houve a paralisação de 8,1% dos professores em todo o Estado. No setor bancário, em Piracicaba, ocorreu retardamento na abertura das agências dos bancos Itaú e Banco do Brasil, no bairro da Paulista, por cerca de 20 minutos.

O Sindicato dos Bancários realizou reuniões nas agências para mobilizar a categoria para se posicionar contra a reforma da Previdência Social. A manifestação não chegou a paralisar o trânsito, mas os manifestantes distribuíram panfletos informando sobre os impactos da reforma a populares que passavam pelo local.

Em Piracicaba, a greve geral anunciada pelas centrais sindicais mobilizou trabalhadores e estudantes na manifestação realizada na praça do TCI (Terminal Central Integrado).

De acordo com a assessoria das Via Ágil – empresa que opera o transporte público na cidade, não houve registros de atrasos ou outros problemas relacionados ao movimento durante o dia de ontem.

A PM (Polícia Militar) e a Guarda Civil também não registraram ocorrências com as manifestações. A Secretaria de Estado da Educação, informou que orientou que todas as escolas estaduais permanecessem abertas, nesta sexta-feira. “Em caso de eventuais faltas, o superior imediato irá analisar a justificativa apresentada, de acordo com a legislação”, informou a Secretaria.

Após a concentração no TCI em Piracicaba, os manifestantes seguiram em ônibus, vans e em veículos próprios para São Paulo, para participar dos atos que aconteceram no final da tarde, na avenida Paulista, em frente ao vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo).

Por cerca de duas horas, dirigentes sindicais ligados ao Conespi (Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba), à Apeoesp, estudantes e de partidos políticos, como PT, PCB e PC do B, se revezaram ao microfone para fazer duras críticas à proposta de reforma da Previdência Social e aos cortes nas verbas para a educação.

O presidente do Conespi, Wagner da Silveira, o Juca dos Metalúrgicos, disse que a proposta de reforma que tramita no Congresso Nacional vai transformar o trabalhador brasileiro em “miseráveis”, uma vez que muito não terão emprego para conseguir a aposentadoria, com a mudança na idade para requerer o benefício.

 

Beto Silva
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