Mato alto: falta de corte preocupa moradores de três bairros de Piracicaba

Mato em praça ao lado da rua João Tedesco preocupa moradores (Crédito: Claudinho Coradini/JP)

As queixas sobre mato alto não é exclusividade apenas das áreas públicas. Terrenos particulares sem manutenção também são alvo de críticas de vizinhos que se sentem prejudicados com o excesso de vegetação nesses imóveis.

No Parque da Água Branca, são comuns terrenos com mato alto sem a devida manutenção por parte dos proprietários. Na rua Antônio Carlos Pedroso, a moradora Eliane Lara Teles, reclama da quantidade de terrenos com vegetação alta.

Além da insegurança que esses locais oferecem aos vizinhos, ela cita a preocupação com a proliferação de insetos e escorpiões.

Eliane contou que fez ligações ao SIP (Serviço de Informação à População) 156, mas não obteve retorno e a paisagem no bairro continua a mesma.

Nas áreas particulares, a preocupação vem dos bairros Parque 1º de Maio e Água Branca. A moradora Giovana Provenzano disse estar preocupada com o retorno às aulas nas escolas municipais Laura Kiehl Lucci, na rua Antônio Ferraz de Arruda, e Mário Chorilli, na rua João Tedesco, nos bairros Parque 1º de Maio e Água Branca, respectivamente.

Mato alto na praça do Água Branca preocupa moradores da região (Crédito: Claudinho Coradini/JP)

Não dá nem para ver os brinquedos do parquinho por causa do mato alto”, contou Giovana. Ela disse que a preocupação é com insetos e outros animais que estejam se proliferando na vegetação e acabem entrando nas unidades escolares.

A Sedema (Secretaria de Defesa do Meio Ambiente) informou que, com relação às áreas verdes, a manutenção acontece de forma sistemática de acordo com a programação do setor.

Moradores também relatam problemas com o corte de mato da prefeitura no Parque Primeiro de Maio (Crédito: Claudinho Coradini/JP)

Segundo a pasta, o corte de mato nas escolas municipais é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação. Quanto a fiscalização dos terrenos com mato alto, os proprietários não recebem mais notificação desde que a nova legislação foi aprovada em 2009, limitando a altura máxima em 80 centímetros da vegetação. Assim, os terrenos com mato com altura superior a esse limite, já são autuados sem a necessidade de notificação.

Segundo a Sedema, a cidade possui cerca de 40 mil terrenos particulares vagos. Com essa medida. Houve uma redução em cerca de 80% de números de terrenos particulares com mato alto.

Crianças não conseguem usar o parque no bairro Jardim Astúrias devido ao mato alto entre os brinquedos (Crédito: Fernanda Moraes/JP)

O valor da multa para o ano de 2020, está em R$ 2,13 por metro quadrado de área com mato alto. Caso o proprietário do imóvel não providencie a capinação, após o recebimento do auto, o mesmo poderá ser autuado por reincidência com valor da multa em dobro.

Beto Silva

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