Meio Ambiente

Desde que o mundo é mundo, o homem sempre extraiu da natureza os minerais essenciais para forjar armas e empregá-los em obras, em utensílios, entre outros. O problema é que a natureza pode ser degradada com essas atividades. Por isso existem leis e órgãos que regulam essas atividades, para tentar reduzir, ao máximo, os impactos ambientais. E essas leis precisam ser cumpridas, pelo bem de todos, não só do meio ambiente.
 
Na semana passada o promotor Ivan Carneiro Castanheiro, do Gaema (Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente) se reuniu com os órgãos de licenciamento ambiental, com o Polícia Militar Ambiental e com as prefeituras que ficam acima de Piracicaba, para fechar o cerco às mineradoras que retiram areia e argila das margens dos rios. A Prefeitura de Piracicaba ficou de fora do documento assinado na reunião, mas é impactada diretamente pela exploração desta atividade que ocorre fora do território do município.
 
A extração de argila e areia afeta a qualidade e a quantidade de recursos hídricos dos rios. Isso acaba afetando Piracicaba, que capta 90% da água usada no abastecimento público nesse curso d‘água. Fechar o cerco a essas mineradoras é uma garantia de que a água servida a população pode ter melhor qualidade. 
 
Uma das ações acordadas no encontro foi a fiscalização de todas as mineradoras nas cidades acima de Piracicaba, para averiguar se operam dentro da lei e, claro, se existem empresas que atuam de forma irregular. 
 
Em Meio ambiente, o ecossistema está interligado. Não é exagero dizer que a poluição gerada na China também chega aos Estados Unidos. Aliás, estudos científicos já comprovaram essa correlação. Com esta decisão, o MP também dá sua contribuição para que a exploração dos minérios ocorra de forma sustentável. 
 
 Nada mais justo que as empresas que ganharam dinheiro com essa exploração adotem medidas para reparar os danos causados. E que os órgãos ambientais exijam o cumprimento da lei. O país e o Estado têm leis boas, mas é necessário rigor na fiscalização e no cumprimento das regras. 
 
Os piracicabanos agradecem. Afinal, sentiram na pele a crise hídrica de 2013/2014. Água em abundância e com qualidade são condições essenciais para a sobrevivência e para garantir o crescimento sustentável de Piracicaba.  (Claudete Campos)