Melhores Pais

Dêem-me melhores pais e eu lhes darei um mundo melhor”. (Aldous Huxley)

Huxley foi um escritor inglês que passou a maior parte de sua vida nos EUA, vivendo em Los Angeles de 1937 até sua morte em 1963. Aos 16 anos teve uma doença na vista que quase o cegou, mas recuperou a visão e se formou com louvor em Oxford. Viveu parte dos anos vinte na Itália fascista de Mussolini que o inspirou, mais tarde, a escrever sua obra-prima “Admirável Mundo Novo”, na qual abordou suas preocupações ideológicas como a liberdade individual em detrimento do cerceamento do Estado.

Influenciou muito a cultura hippie com sua obra “As Portas da Percepção”, na qual relata suas experiências com a mescalina, droga que se assemelha com o LSD.

De sua prolífera obra foram pinçadas inúmeras frases, o que acontece apenas com os escritos de conteúdos lapidares, por exemplo: “experiência não é o que acontece com um homem; é o que um homem faz com o que lhe acontece”.

A educação dos filhos sempre esteve em destaque no seio das famílias e nas promessas dos governantes. Ao estudarmos o passado e, principalmente, o presente, vemos que essa preocupação é de uma minoria enquanto a maioria dá pouca importância ou joga para o outro a culpa dos fracassos sempre crescentes.

Não há como discordar de que a família é a célula que compõem o corpo de uma sociedade. Ela, portanto, não o indivíduo, é o verdadeiro elemento social. Conforme as famílias perdem sua solidez, a sociedade perde sua força indispensável, que chamamos honra.

Na gestão de qualquer família, há dificuldades, mas se não houver a busca incessante de educar os jovens para serem cidadãos, ou seja, respeitar os deveres e exigir os direitos prevalecerá o que Thomas Hobbes definiu: “O homem é o lobo do homem”, portanto quem puder mais rapinará os mais fracos criando um ambiente insustentável, no qual mais dias ou menos dias, explodirão revolta que levarão de roldão justos e injustos.

Esse núcleo social, sabemos, foi até num passado não muito distante, bastante severo, que não parava nem de dia nem de noite.

Não faltou quem o retratasse pejorativamente: “Chamasse família um grupo de indivíduos unidos pelo sangue e brigando por motivos de dinheiro”, comentou Etienne Rey e, Sofocleto, no distante 1926, escreveu: “Há famílias que só se unem ao redor dos ataúdes”.

Atualmente as escolas se constituem em colaboradoras importantes na educação dos filhos, ao fornecer-lhes cultura e estimular o pensamento criativo, não apenas a reprodução do conhecimento.

Essas colaboradoras necessitam de que seus alunos tragam de casa a base, a educação vem do berço.

Já na pré-história os grupos humanos descobriram que precisavam seguir regras. Com o início da urbanização foi necessário estabelecer normas escritas, as mais antigas conhecidas são as leis de Hamurabi.

Na escola, existem regras que orientam o comportamento de alunos e professores.

Ao professor cabem cumprir o horário estabelecido, desenvolver o programa, dar bom exemplo e dedicar-se com afinco Na tarefa de educar, dando especial atenção em conseguir uma sólida sociabilização entre seus discípulos.

Dos alunos espera-se que sejam disciplinados, realizem as tarefas propostas pelos mestres, que estudem, pois ninguém nasce sabendo e, quem não estuda jamais aprenderá.