Merendeiras denunciam sobrecarga e déficit de funcionários no setor

Para contornar o problema, a prefeitura recorreu à ampliação do serviço tercerizado. (foto: Divulgação)

A sobrecarga de trabalho é a principal reclamação dos merendeiros que atuam na Secretaria Municipal de Educação de Piracicaba. Durante reunião com a secretária responsável pela pasta, Angela Maria Correa, o secretário de Administração, Evandro Evangelista, e o presidente da Câmara de Vereadores, Gilmar Rotta (MDB), os profissionais relataram o número insuficiente de funcionários para o preparo das refeições servidas diariamente para 16 mil alunos da rede municipal de ensino. 

“O grande problema é o excesso de trabalho, porque não achamos justo hoje o número de crianças por merendeiro. Uma reivindicação que fizemos ao sindicato, tempos atrás, é de que se fizesse uma contagem desse número novamente para que, por exemplo, na escola que necessita de três merendeiros sejam colocados três”, disse a merendeira Sandra Regina de Farias.

A servidora teme os reflexos da sobrecarga sobre a saúde dos profissionais. “Aumentou o número de crianças e de escolas, mas não o de merendeiros, sobrecarregando a gente, porque, para que seja feita uma comida de qualidade, todos estão dando o máximo de si e isso tem acarretado em doenças físicas e psicológicas”, acrescentou.

Segundo dados apresentados pela Secretaria de Educação, nas unidades de ensino sob o sistema de autogestão (aquelas em que a merenda é de responsabilidade integral da prefeitura) trabalham 347 merendeiros. A expectativa é de que o déficit, hoje de 14 profissionais, seja eliminado com o chamamento gradual dos aprovados em concurso público realizado em 2018.

A solução esbarra, porém, em fatores como burocracia (o concurso público aberto no início do ano passado ser homologado somente em 19 de dezembro) e morosidade gerada por prazos a serem respeitados (por exemplo, uma vez chamado, o candidato aprovado tem 30 dias para dizer se aceita o cargo, para então passar pelos exames que o tornam apto a começar a trabalhar), sem considerar, ainda, as desistências frequentes.

TERCEIRIZAÇÃO

Para contornar os problemas gerados pela falta de merendeiros, cujo ápice ocorreu entre março e abril deste ano, a Prefeitura recorreu à ampliação da terceirização. Com isso, enquanto unidades passavam a ser atendidas dentro do contrato mantido com a Nutriplus, os merendeiros antes alocados nessas escolas foram remanejados para outras, diminuindo o déficit.

O intuito da reunião informal, como afirmou Gilmar Rotta, foi aproximar os problemas apontados pelo grupo de seis merendeiros que veio à Casa de Leis nesta segunda-feira (15) das perspectivas de solução apresentadas pela gestão Barjas Negri (PSDB).

Da Redação