Mesatenistas campeões voltam a Piracicaba com desfile em carro aberto

Atletas da Fran TT conquistaram cinco ouros e uma prata (Foto: Claudinho Coradini/JP)

A equipe te Tênis de Mesa do Brasil encerrou os Jogos Parapan-Americanos de Lima em 2019 em primeiro lugar, com 24 medalhas, sendo nove de ouro, seis de prata e nove de bronze. Parte desta conquista foi possível graças ao desempenho dos atletas da equipe Fran TT, que ajudou a conquistar seis medalhas (cinco de ouro e uma de prata, sendo quatro nas disputas individuais e duas em equipe) com cinco atletas. Após a disputa no Peru, dois deles voltaram para Piracicaba e desfilaram com o carro de bombeiros na manhã de sexta-feira (30) e não esconderam a felicidade em conquistar as medalhas olímpicas.

Carlos Alberto Carbinatti Júnior foi ouro na classe 10 masculino e ouro em equipe classe 9-10 masculino. “Foi o meu 4º título no Parapan-Americano e foi uma conquista que me fez realizar um sonho de participar de uma Olimpíada na Ásia, já que antes participei das Paraolimpíadas de Londres (2012) e no Rio (2016)”, disse o atleta, ressaltando que a concentração foi o principal fator para conquistar mais um título. “A principal característica é a concentração, não importa o quanto você tenha treinado, no ponto exato para poder competir em uma competição de tamanha importância, na qual reúne atletas de todas as Américas (Norte, Central e Sul) e que somente o campeão garante a vaga na Olimpíada. Se você tiver cabeça, irá longe quase sempre”, ressaltou.

Assim como seu colega, Luiz Felipe Manara também terminou com dois ouros, tanto no individual (classe 8 masculino) quanto em equipes (classe 6-8 masculino). “Foi uma conquista muito bacana, já que quando decidi treinar para a seletiva, foi uma decisão conjunta com a equipe e disse que queria ganhar para mim. Foi a primeira vez que quis ganhar uma competição pelo local que treino, sem pensar em confederação ou algo do tipo. Foi algo interno e isso me fortaleceu muito para a competição, que foi bem difícil, mais até que a minha conquista em Toronto, principalmente em razão de um competidor da Costa Rica (Steve Roman), que é muito novo (16 anos) e está jogando muito bem”, disse o atleta, ressaltando que a experiência foi importante para derrotar o jovem mesatenista. “Minha experiência nas horas decisivas, sendo que todos os sets foram definidos pela contagem mínima, que era de dois pontos. A juventude dele também pesou, já que estava mais bem fisicamente do que eu em alguns momentos da partida, mas a tranquilidade e o nível de concentração que adquiri para chegar a final fizeram diferença”, resumiu.

Carlos Carbinatti também deu a sua opinião a respeito do Parapan-Americano e a Paraolímpiada serem disputadas antes dos Jogos Pan-Americanos e Jogos Olímpicos. “Acho que não fará tanto diferença, tanto que ainda não pensei nesta situação. Antigamente era mais frio o fato em não dar muita ênfase ao paraolímpico, porém pós-Toronto, a cobertura, já no Canadá foi grande, com Sportv, Uol, Canal Terra, que toda hora faziam entrevistas, informado a respeito do histórico dos jogadores. No Rio de Janeiro, teve uma boa cobertura, então acho que está mudando no aspecto de deixar o Paralímpico de lado, já que ao ver ele está uns 10 passos a frente do Olímpico em razão de ter um CT, construído exclusivamente para a prática e o desenvolvimento do esporte Paralímpico”, explicou Carlos.

Os outros mesatenistas da Fran TT que terminaram com medalhas foram Danielle Rauen, ouro na classe 8-10 feminina; Jennyfer Marques Parinos, prata na classe 8-10 feminino e Diego Moreira, ouro em esquipes (junto com Carlos Carbinatti) na classe 9-10 masculino.

Mauro Adamoli