Mesmo com ajuda do Semae, moradores alegam falta d’água.

Segundo aposentada, água chega à residência após a meia-noite e acaba sempre por volta das 3h. (Foto: Amanda Vieira / JP)

A região do bairro Dona Antônia chegou ontem ao seu décimo quinto dia com problemas no fornecimento de água. De acordo os moradores da região, o Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto) ainda não tomou providência para solucionar o problema.

Após divulgação de matéria pelo JP com a reclamação dos moradores, o presidente da autarquia, José Rubens Françoso, foi até aquele bairro para tentar resolver o problema o mais rápido possível, porém, a solução definitiva ainda não aconteceu e os moradores seguem com falta de água.

A aposentada Luzia Ribeiro disse que o único horário em que nota-se “a presença de água no encanamento” é da meia-noite às 3h da madrugada.

“Não tem como ficar mais sem água aqui. É inadmissível o que o Semae está fazendo com a gente. É desumano. Cada dia é uma história diferente. Mas resolver que é bom nada. Sem água a gente não vive, a gente não come. Alguém tem que fazer alguma coisa, não adianta ficar só na palavra. Estamos muito preocupados. O que adianta ter água só em parte da madrugada?”, lamentou.

De acordo com a assessoria da autarquia, a falta de abastecimento na região deve-se ao rompimento de rede adutora no dia 22 de agosto, na avenida Laranjal Paulista. “O Semae está desde o dia 26 de agosto enviando caminhões-pipa para abastecer a região, bem como, possível investiga desvio de água. Foram realizadas 35 viagens de caminhão-pipa até o bairro Dona Antônia”.

 

Marcelo Uliana
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