Mesmo sem registrar casos, Piracicaba disponibiliza vacina contra sarampo

Todas as unidades de saúde da cidade oferecem a vacina contra a doença. Piracicaba não registra caso da doença há 12 anos, segundo levantamento da Secretária de Saúde. (foto: Claudinho Coradini/JP)

Piracicaba não registra casos de sarampo há pelo menos 12 anos. De acordo com as informações da Secretaria de Saúde do município, não há registros recentes da doença na cidade e um levantamento feito de 2005 a 2017 não apontou nenhuma ocorrência.

Apesar disso, seguindo a orientação do Ministério da Saúde, todas as unidades de saúde do município oferecem vacina contra a doença. De acordo com a assessoria de imprensa da pasta, interessado pode procurar a unidade de abrangência do bairro com a carteira de vacinação para receber a dose.

De acordo com o diretor do DRS (Departamento Regional de Saúde) – 10, Hamilton Bonilha, o sarampo é uma doença viral aguda, altamente transmissível através de tosse, espirros e mesmo pela fala, caracterizada por febre, manchas pelo corpo e sintomas respiratórios.

Segundo ele, a doença pode ser acompanhada de complicações graves, que podem deixar sequelas, como diminuição da capacidade mental, cegueira, surdez e retardo do crescimento ou ser fatal, principalmente em crianças que não tem o sistema imunológico totalmente formado.

“A vacinação é a única forma de se prevenir contra a doença” afirmou o médico. Segundo ele, a pessoa que já teve a doença não corre o risco de contrair novamente.

“Fica imune, pode ficar imune pela doença prévia ou pela vacina. A imunidade pela doença é duradoura. Pela vacina existe a necessidade dos reforços indicado pelo calendário de vacinação” explicou. “Desde que tenha recebido pelo menos duas doses da vacina. Pode ser feito o exame de sangue sorologia para sarampo IGG para saber se está imune”, acrescentou Bonilha.

De acordo com os dados da Secretaria de Estado da Saúde, até o dia 17 foram registrados 484 casos da doença no Estado.

Os sintomas da doença são febre e exantema (manchas vermelhas pelo corpo, que podem ou não coçar), dor no corpo, moleza, prostração, acompanhados ou não de conjutivite, coriza, tosse e aparecimento das manchas de Koplik, que são pequenas manchas brancas dentro da boca, em toda a mucosa.

Beto Silva
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