Microempresário propõe grafite e flores para acabar com pichações

peixe Ivakava quer dar cores e garantir beleza ao peixe. ( Foto: Amanda Vieira / JP)

As constantes pichações na estátua do dourado localizada na entrada da cidade não são motivo de preocupação apenas para o Poder Público. Moradores da cidade como o microempresário Norio Ivakava, 49 anos, veem com tristeza os atos de vandalismo praticados contra o monumento símbolo da cidade. “Piracicaba é conhecida mundialmente pelo Salão do Humor, gastronomia e, agora, por tratar 100% do esgoto. Não ficam bem essas pichações logo na entrada da cidade”, apontou. Para solucionar o problema e tornar a porta da entrada da cidade mais acolhedora aos piracicabanos e turistas, Norio sugere que o peixe seja grafitado de modo a torná-lo realmente como a espécie dourado.

“Esse peixe que está aí não é igual ao dourado que vejo na TV, não tem cor nenhuma”, reclamou. Ele também sugere que a prefeitura faça um jardim no entorno da estátua com grama e flores, instale holofotes e câmera 24 horas. “Com a câmera, o pichador não vai mais querer aparecer”, disse.

De acordo com o levantamento feito pelo Jornal de Piracicaba, a estátua do dourado foi alvo dos pichadores em 21 ocasiões. Na última delas o caso foi parar na polícia, depois que a Procuradoria Jurídica da Prefeitura denunciou o dano ao patrimônio público. Um casal postou, numa rede social, uma selfie junto ao monumento pichado. A estátua do peixe foi construída em 2012, custou R$ 90 mil aos cofres públicos e desde então se tornou o “muro das lamentações” para pichadores, que expressam desde manifestações políticas até críticas à administração municipal.

A primeira pichação no peixe foi em junho de 2012, quando vândalos fizeram a inscrição em inglês “dead fish” (peixe morto). Em outubro do mesmo ano, as palavras eram contra o reajuste salarial dos vereadores. Em janeiro de 2013 foi registrada outra pichação, com a frase “Feliz 66%”, sob o mesmo tema. Em junho de 2013, durante as manifestações contra o aumento na tarifa de ônibus: “3,40 é roubo”, dizia. Nos últimos anos, as pichações ganharam cunho político, relacionadas a futebol e até declaração de amor.

Para o microempresário Norio Ivakava, faltam ideias para solucionarem o problema do vandalismo, por isso, decidiu registrar sua sugestão para inibir a ação dos pichadores. O monumento do peixe é uma homenagem à Piracicaba, (que na língua tupi significa o lugar onde o peixe para). É uma referência às quedas do rio Piracicaba, que bloqueiam a migração (piracema) dos peixes.

(Beto Silva)