Mitos e verdades da castração dos pets

pet De acordo com levantamento da OMS (Organização Mundial da Saúde), no Brasil há cerca de 30 milhões de animais sem um lar.

 

 

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A castração diminui as chances de fuga dos pets.

Hoje muitos animais domésticos são considerados “membros da família” e por isso têm mais espaço e cuidados nos lares brasileiros. Segundo levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil tem a segunda maior população de animais domésticos do mundo, com 22,1 milhões de gatos e 52,2 milhões de cachorros. Nesse cenário, a castração é essencial no controle do crescimento populacional dos pets. O procedimento evita crias indesejadas, que contribuem para o aumento do número de cães e gatos abandonados. De acordo com levantamento da OMS (Organização Mundial da Saúde), no Brasil há cerca de 30 milhões de animais sem um lar. Mesmo assim, muitos tutores ainda resistem a realizar o procedimento devido a alguns mitos.

Segundo o médico veterinário Marcio Barboza, gerente técnico Pet MSD Saúde Animal, empresa de medicamentos e serviços para animais de estimação, a castração proporciona diversos benefícios à saúde do pet, melhorando a qualidade de vida e, consequentemente, aumentando a longevidade dos bichos. “O procedimento da castração é muito simples e garante quase nenhum risco aos animais saudáveis. O indicado é que seja realizado ainda no primeiro ano de vida do pet, antes da sua maturidade sexual”, falou o profissional.

Veja esclarecimentos de algumas dúvidas relacionadas à castração:

– Animais castrados têm menos riscos de desenvolver doenças como o câncer — Verdade. A castração reduz a variação hormonal sofrida pelos pets ao longo de suas vidas. Sendo assim, reduz as chances do aparecimento de tumores de testículo, ovário, mama e útero.

– Fêmeas castradas podem desenvolver incontinência urinária — Verdade. O problema acontece em uma pequena parcela dos animais castrados devido à ausência do hormônio estrogênio. “Hoje, o mercado já disponibiliza medicamentos seguros e avançados que reduzem os sintomas da incontinência e evitam o desconforto no animal, sem gerar acúmulo no organismo em longo prazo”, explicou Barboza.

– Pets castrados tendem a ganhar peso — Mito. A obesidade nos pets é reflexo de uma alimentação rica em calorias aliada ao sedentarismo.

– A castração diminui as chances de fuga dos pets — Verdade. A castração diminui as respostas a estímulos reprodutivos, que incluem fugas, agressividade com outros animais e até latidos excessivos.

– Fêmeas devem ter ao menos uma cria antes de castrar — Mito. Os benefícios da castração precoce — aquela feita antes do primeiro cio — são inúmeros e benéficos à saúde da fêmea. O principal entre eles é a diminuição da incidência do câncer de mama ao longo da vida do animal.

(Da Redação)