Mobilidade urbana

 

 Esperamos mesmo que o governo municipal ouça a população e aplique, efetivamente, as reivindicações. Pois pedir sugestão e deixá-las no papel não ajuda no desenvolvimento da cidade

 

Cada vez mais as cidades estão perdendo sua capacidade de permitir que as pessoas se movam com qualidade. Veja Piracicaba, que ilustra bem o que ocorre em cidades do mesmo porte: trânsito caótico nos horários de pico nas suas principais avenidas; parte dos semáforos sem sincronia, o que reduz o fluxo de veículos; sobrecarregamento dos espaços; número de ciclovia e ciclofaixas que não atende a todas as regiões, entre outros problemas.

A p pelo menos, abriu uma consulta pública para discutir o assunto, o que é positivo. Nada mais salutar do que ouvir o cidadão sobre as demandas viárias, já que é a população quem sofre no dia a dia e, diante disso, tem condição de dar sugestões para melhorar o trânsito e o transporte público locais.
O Plano Diretor de Mobilidade vigente é de 2006 e está sendo revisado. Legislação federal determina que esta revisão seja concluída até abril de 2019, portanto, há muito trabalho a ser feito e o tempo é curto.

Conforme mostra hoje o repórter Rodrigo Guadagnim, integrantes do Movimento Pula-Catraca, taxistas e motoristas de aplicativo deverão marcar presença amanhã na segunda audiência pública do Plano Diretor de Mobilidade Urbana, que será realizada às 19h no auditório do Centro Cívico, sede da Prefeitura de Piracicaba. Além da mobilidade, será discutido também por esses grupos o aumento na tarifa de ônibus, que realmente pesou no bolso do cidadão – em julho deste ano passou de R$ 3,70 para R$ 4,00.

As discussões em torno do assunto são importantíssimas. Um plano de mobilidade urbana adequado é aquele que, em linhas gerais, melhora o deslocamento das pessoas, integra os diferentes meios de transportes e estabelece um preço acessível das tarifas nesta área. Discutir mobilidade é pensar no futuro. Portanto, esperamos mesmo que o governo municipal ouça a população e aplique, efetivamente, as reivindicações. Pois pedir sugestão e deixá-las no papel não ajuda no desenvolvimento da cidade.

 

(Nani Camargo)