Monumento do peixe é pichado pela 16ª vez

A escultura do peixe localizada na rodovia Luiz de Queiroz (SP-304), na entrada da cidade, foi pichada pela 16ª vez desde sua inauguração, ocorrida no primeiro semestre de 2012. Desta vez, ainda na noite de quinta-feira (5), vândalos picharam os dizeres “Lula Livre”, em referência ao pedido de prisão ao ex-presidente, feito pelo juiz federal Sérgio Moro.
 
Segundo a prefeitura, o serviço de restauração do monumento “não gera custos ao erário, pois a tinta já está comprada e é reservada exatamente para este fim”. Além disso, informou que nenhum responsável pela pichação foi identificado, em função da falta de sistema de monitoramento por câmeras, o que também facilita a ação dos pichadores. A pichação foi apagada ainda na manhã de ontem pela Semob (Secretaria de Obras). 
 
Ao longos destes anos, os temas dos pichos são os mais variados, indo de ditadura militar, futebol e declarações de amor. A primeira pichação no peixe aconteceu em junho de 2012, quando vândalos fizeram a inscrição em inglês “dead fish”, que significa peixe morto.
 
Em outubro do mesmo ano, as palavras eram contra o reajuste salarial dos vereadores. Em janeiro de 2013 foi registrada outra pichação, com a frase “Feliz 66%”, sob o mesmo tema. Em junho de 2013, durante as manifestações contra o aumento na tarifa de ônibus, “3,40 é roubo”, dizia.
 
Na ocasião, a escultura foi repintada pela prefeitura, mas amanheceu com os dizeres “Marighella vive!”. Em novembro do mesmo ano, a escultura recebeu nova pichação, contendo a mensagem “Agrotóxico mata”. 
 
Provocações voltadas à esfera esportiva também ilustraram o peixe. Em fevereiro de 2014, após partida pelo Campeonato Paulista entre o XV de Piracicaba e Ponte Preta, vândalos escreveram “Campineiro v…”. Em abril de 2014, o peixe foi vandalizado novamente com a frase “Ditadura nunca mais!”.
 
Em outubro de 2014, os dizeres foram “Desmilitarização da PM já”. Dias depois, pichadores escreveram “professores em luta sem arrego”. Em maio de 2015, a escultura recebeu a mensagem em inglês “no mercy” (sem perdão). Em junho daquele ano, a provocação à administração pública foi “Pinta de novo”.