Morador do Jardim Maria Cláudia em Piracicaba reclama de extravasamento de esgoto

Segundo o morador, o problema está na caixa de inspeção (Crédito: Divulgação)

Basta chover, para o ajudante geral, que está afastado pelo INSS,  Marcos Antonio de Campos ter que enfrentar o extravasamento de esgoto na casa onde mora, no Jardim Maria Cláudia, no distrito de Santa Teresinha. O problema, conforme relata o morador,  está na caixa de inspeção, por estar ligada no bueiro.

O morador reclama que o bueiro, que fica na rua, em cima da calçada, tem rede ligada à caixa de inspeção da casa. “Uma equipe da Águas do Mirante, depois que reclamamos, esteve aqui na rua Raul Ataíde e tirou essa rede da caixa de inspeção, jogando em uma rede desativada. Piorou o problema, com retorno do esgoto dentro da residência”, relata Campos.

O morador, que é inquilino da casa, afirma que solicitou através do protocolo nº 2019030568, que a concessionária Mirante coloque a rede novamente no lugar. Para evitar o extravasamento de esgoto, Campos ressalta que o dono do imóvel “precisou improvisar um cano” no local.

CONCESSIONÁRIA

Em relação ao problema da casa rua Raul Ataíde, a assessoria de imprensa da concessionária Mirante diz ter atendido “prontamente a ordem de serviço”, aberta na segunda-feira (18), desobstruindo a rede coletora de esgoto que apresentava acúmulo de lixo.  Segundo a concessionária, em vistoria ao local, técnicos constataram também que a caixa de inspeção está lacrada com piso, situação que precisa ser corrigida pelo morador, pois inviabiliza o acesso ao ramal do imóvel.

De acordo com a assessoria, pelo fato daquela área ter sido uma ocupação irregular no passado, muitos imóveis foram construídos sobre o sistema de esgotamento sanitário que já existia na região e conectaram, irregularmente, a água pluvial à rede coletora de esgoto, fato que contribui com a ocorrência de extravasamentos. “Para evitar extravasamentos em épocas de chuvas, a concessionária executou naquela localidade, no mês passado, procedimentos na rede, dividindo o fluxo do esgoto da tubulação que passa pela calçada da residência com o sistema que passa pela via pública”.

Segundo a assessoria de imprensa, a concessionária até o momento não recebeu, do Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto), nenhum pedido de remanejamento do sistema de esgotamento sanitário. “Para oficializar essa demanda, o proprietário do imóvel deve procurar pessoalmente o Semae, que após análise da requisição e estudo da área, determina se a concessionária pode ou não executar o projeto”.

Eliana Teixeira