Moradores cobram retirada de árvore em praça próximo ao teatro

Uma árvore da espécie Ficus elastica, também conhecida como falsa-seringueira, localizada na rua José Pinto de Almeida, entre o Teatro Municipal Dr. Losso Netto, traz preocupação aos moradores e também às pessoas que passam pelo local, já que ela está comprometida. A justificativa deve-se aos casos de incêndio que ela já sofreu, o risco de queda – já que os galhos estão secos e, alguns, podres – bem como a falta de manutenção do espaço onde ela fica.

A aposentada Eliana Fachin passa pelo local cerca de três vezes por semana e está incomodada com estado da árvore e sua condição. “Aquele lugar está horroroso com aquela árvore destruída. Cada vez que passo fico incomodada pelo fato de que ela já está assim há quase dois anos e até agora a prefeitura nada fez, nem a aparação da grama daquele lugar é feito”, reclama.

Eliana fez críticas em relação as diferenças de cuidados que a prefeitura tem em relação a algumas partes da cidade. “Onde moro, na Chácara Nazaré, o capim é cortado mensalmente. Quando ele cresce cerca de 30 centímetros, já vem gente para cortá-lo. Em outras partes temos situações como essa, que aconteceu há quase dois anos e nada”, indaga e aposentada ao lembrar dos incêndios que a árvore sofreu e ressaltou que um “piscinão” poderia ser construído no local. “Sempre aquela rua fica inundada quando chove, se fizerem uma obra para drenar a água acumulada no local, resolveriam dois problemas de uma só vez”, completa.

Por meio do CCS (Centro de Comunicação Social), a prefeitura informou que a Sedema (Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente), já tentou recuperar “por várias vezes” a árvore, todas sem sucesso, motivo pelo qual a falsa-seringueira terá de ser suprimida. “Devido ao seu porte e às redes de alta-tensão que existem ali, terão de ser feitos ajustes com a CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz), talvez tenha até de ser desligada a energia na região central”.

A assessoria ressaltou que a operação precisará de maquiná rio especial. “A obra está na programação, porém ainda não há uma data certa”, completa.

De acordo com o CCS, a árvore, que tem mais de 40 anos, foi incendiada duas vezes. A primeira foi em agosto de 2016, enquanto a segunda ocorreu no dia 10 de fevereiro de 2017. Nos dois casos, a Sedema e a Semuttran (Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes) fizeram a retirada do galho, “já que como a árvore é de grande porte, as ruas ao redor tiveram que ser interditadas”.

Mauro Adamoli